- A Polícia Federal cumpre cinco mandados de prisão e quatro de busca e apreensão em São Paulo, Tocantins e Alagoas na operação Dataleaks, contra um esquema de vazamento e venda de dados sigilosos de ministros do STF.
- A investigação aponta anulação de acesso a bases de dados públicas e privadas para obter e comercializar informações sensíveis, incluindo dados pessoais de autoridades.
- O inquérito faz parte do chamado inquérito das fake news, com o relator ministro Alexandre de Moraes, e envolve vazamento de informações dos sistemas da Receita Federal e a esposa dele, Viviane Barci.
- Entre os dados citados estão contratos envolvendo Viviane Barci e o Banco Master, com valor de R$ 129 milhões até 2027, que foram interrompidos após a liquidação da instituição financeira.
- A Procuradoria-Geral da República afirma que houve exploração fragmentada de informações sigilosas para alimentar suspeitas artificiais; os suspeitos podem responder por organização criminosa, invasão de dispositivo, furto qualificado, corrupção de dados e lavagem de dinheiro.
A Polícia Federal cumpre cinco mandados de prisão nesta quinta-feira (5) de suspeitos de integrar um esquema de vazamento e venda de dados sigilosos de ministros do STF, incluindo relatos sobre a esposa do relator, ministro Alexandre de Moraes. A operação Dataleaks mira uma organização criminosa que acessa bases públicas e privadas para obter e comercializar informações sensíveis.
As ações fazem parte do chamado inquérito das fake news, com Moraes à frente da apuração. Além dos cinco mandados, a PF realiza quatro mandados de busca e apreensão em São Paulo, Tocantins e Alagoas. A investigação aponta que o próprio ministro foi alvo do grupo.
A PF informou que a origem do caso foi a identificação de uma base de dados não oficial alimentada por acessos indevidos a sistemas governamentais. Dados pessoais de ministros do STF teriam sido compilados para venda e disseminação.
Entre os dados citados estaria o contrato da advogada Viviane Barci, esposa de Moraes, com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. O acordo previa defesa de interesses até 2027 por 129 milhões de reais, interrompido com a liquidação da instituição pelo Banco Central.
Além de Moraes, o caso envolve outras figuras públicas. O jornal O Globo divulgou que o patrimônio de Barci teve ascensão expressiva entre 2023 e 2024. Também foram publicadas transações ligadas a Dias Toffoli relacionadas ao Master.
A Procuradoria-Geral da República classificou a divulgação como exploração fragmentada de informações sigilosas, feitas sem contexto ou controle jurisdicional, gerando suspeitas artificiais.
Como funcionava o esquema
A PF descreve uma operação em várias etapas: obtenção clandestina de dados, adulteração de informações e venda ou disseminação ilegal. O material era comercializado e distribuído sem autorização.
Os investigadores apontam invasões de sistemas e manipulação de dados para manter uma base clandestina. O objetivo era transformar o acesso irregular em lucro por meio da venda de dados sigilosos.
Possíveis crimes e próximos passos
Os suspeitos podem responder por organização criminosa, invasão de dispositivo informático, furto qualificado, corrupção de dados e lavagem de dinheiro. As autoridades devem seguir com diligências para esclarecer responsabilidades.
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