- Mensagens da Polícia Federal revelam irritação de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, com Jair Bolsonaro em julho de 2024, após críticas a uma operação financeira de R$ 500 milhões da instituição.
- Bolsonaro compartilhou uma notícia sobre a operação, sugerindo demissões na Caixa por barrar o negócio; Vorcaro reagiu com críticas nas redes.
- Em conversas com a namorada Martha Graeff, Vorcaro chamou Bolsonaro de “idiota” e de “beócio”.
- Vorcaro disse que a posição de Bolsonaro seria influenciada por terceiros, com alguém convencendo o ex-presidente de que haveria interesses do PT por trás da operação.
- Houve tentativa de fazer Bolsonaro retirar o conteúdo, com aliados de Bolsonaro sendo procurados para contornar o desgaste, sem sucesso na prática.
- O material foi obtido pela PF na investigação da Operação Compliance Zero, que apura crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro e manipulação de mercado envolvendo o Banco Master; Vorcaro foi detido novamente nesta etapa.
O que aconteceu: mensagens reveladas pela Polícia Federal mostram que o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, criticou Jair Bolsonaro em julho de 2024. Ele chamou o ex-presidente de idiota e beócio após Bolsonaro cobrar medidas sobre uma operação de R$ 500 milhões da instituição.
Quem está envolvido: além de Vorcaro, aparecem Bolsonaro e a influenciadora Martha Graeff, namorada de Vorcaro, nas conversas privadas. A operação financeira em questão gerou críticas e repercussão negativa nas redes sociais do empresário.
Quando e onde ocorreu: o desentendimento ficou registrado em mensagens de julho de 2024, com o material submetido à PF durante investigações em curso sobre o Banco Master. A divulgação faz parte dos autos da Operação Compliance Zero.
Por que houve atrito: Bolsonaro compartilhou notícia que apontava a operação como arriscada, sugerindo demissões de funcionários da Caixa. Vorcaro afirmou que a repercussão prejudicou a imagem do banco e gerou críticas à gestão da empresa.
Como Vorcaro se posicionou: em conversas com Martha Graeff, ele sugeriu que Bolsonaro poderia ter sido influenciado por terceiros. Segundo o empresário, alguém teria convencido o ex-presidente de que haveria interesses do PT por trás da operação.
Tentativa de apagar a postagem: aliados de Bolsonaro teriam sido acionados para tentar mitigar o desgaste. Contudo, Vorcaro informou que não houve como retirar o conteúdo ou evitar danos à imagem do banco naquele momento.
Como a Polícia descobriu as mensagens: o material foi coletado durante a operação em andamento. A investigação apura possível participação de organização criminosa, lavagem de dinheiro e manipulação de mercado envolvendo o Banco Master. Vorcaro já havia sido detido previamente e voltou a ser preso na terceira fase.
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