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Prefeito de Macapá renuncia após afastamento em investigação de obra hospitalar

Prefeito de Macapá renuncia após PF investigar irregularidades em licitação e obras do Hospital Geral Municipal

Dr. Furlan. Foto: Jesiel Braga/PMM
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  • O prefeito de Macapá, Antônio Paulo de Oliveira Furlan, renunciou ao cargo por meio de ofício encaminhado à Câmara Municipal nesta quinta-feira, cinco, pedindo leitura nos termos regimentais.
  • A decisão ocorreu após afastamento determinado pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, no âmbito de investigação da Polícia Federal sobre irregularidades em licitação e na execução das obras do Hospital Geral Municipal de Macapá.
  • A medida (afastamento) também atingiu o vice-prefeito Mario Neto e outros gestores da administração municipal.
  • A PF iniciou a primeira fase da operação em setembro do ano passado, com indícios de desvio de recursos da Secretaria Municipal de Saúde e de direcionamento de contratos do hospital.
  • Furlan havia se filiado ao PSD em Brasília, dias antes, e é cotado para disputar o governo do Amapá; o partido e aliados enfatizaram sua eventual liderança política.

O prefeito de Macapá, Antônio Paulo de Oliveira Furlan, o Dr. Furlan (PSD), renunciou ao cargo por meio de ofício enviado à Câmara Municipal nesta quinta-feira, 5. A renúncia ocorre após afastamento determinado pelo ministro Flávio Dino, do STF, no âmbito de investigação da Polícia Federal sobre licitação e obras do Hospital Geral Municipal.

A PF investiga possível direcionamento da licitação e desvio de recursos da Secretaria Municipal de Saúde. Também foram afastados o vice-prefeito Mario Neto (Podemos) e outros gestores da administração, enquanto as apurações seguem.

No contexto, a Procuradoria-Geral da República solicitou as investigações com base em apontamentos da Controladoria-Geral da União. O caso envolve irregularidades na contratação e execução das obras do hospital em Macapá.

Afastamento, investigações e desdobramentos

No mês anterior, durante visitas às obras, Dr. Furlan agrediu um profissional de imprensa que questionava o atraso na entrega do projeto. A prefeitura informou que houve resposta a agressão verbal recebida pela equipe.

Em Brasília, em 3 de dezembro, Furlan filiou-se ao PSD, formalizando aliança com Kassab. Mesmo antes da filiação, o prefeito já era considerado nome cotado para o governo do Amapá.

A partir de 4 de dezembro, Furlan afirmou, em vídeo, que seria um dia de muito trabalho, sinalizando continuidade de atividades públicas mesmo com o afastamento. O PSD e aliados destacam a importância de continuidade administrativa.

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