- Defesa confirma a morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o “Sicário”, ocorrida na noite de sexta-feira, em Belo Horizonte, após protocolo de morte encefálica; corpo será encaminhado ao Instituto Médico Legal.
- Mourão estava internado no Hospital João XXIII desde quarta-feira (4), após tentar tirar a própria vida sob custódia da polícia.
- A Polícia Federal diz que ele integrava o grupo “A Turma”, coordenava ações de obtenção de dados e monitoramento de pessoas, com acesso a sistemas restritos, incluindo bases de órgãos de segurança pública.
- Segundo a PF, o “Sicário” teria acessado sistemas da própria Polícia Federal, do Ministério Público Federal e de organizações internacionais como FBI e Interpol, além de atuar na remoção de conteúdos e recrutamento de equipes.
- A CNN Brasil informou, com o MPMG, que Mourão é réu em ação que investiga lavagem de dinheiro, organização criminosa e infrações contra a economia popular, ligado a esquema de pirâmide financeira que movimentou cerca de R$ 28 milhões entre 2018 e 2021.
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Sicário, morreu na noite desta sexta-feira após ficar internado em Belo Horizonte. Estava no Hospital João XXIII desde quarta-feira, quando tentou tirar a própria vida sob custódia da Polícia Federal.
A defesa confirmou o óbito, que foi declarado às 18h55 após conclusão do protocolo de morte encefálica iniciado pela manhã. O corpo será encaminhado ao Instituto Médico Legal, seguindo o rito legal.
Segundo a PF, Mourão integrava o grupo conhecido como A Turma, ligado a Daniel Vorcaro. Sicário era acusado de coordenar atividades de coleta de informações, monitoramento de pessoas e extração de dados de órgãos públicos e de bases de segurança.
A investigação aponta acesso indevido a sistemas da PF, do MPF e até de órgãos internacionais como FBI e Interpol. O grupo também atuava para remover conteúdos e perfis, além de intimidar ex-funcionários de uma instituição financeira.
A PF afirma que Mourão coordenava equipes e mobilizava ações da organização, com foco em obter dados de usuários e silenciar críticas ao grupo. Em uma conversa atribuída a Vorcaro, o banqueiro pediu organizar um assalto a um jornalista.
Agiotagem e ações financeiras
A CNN Brasil informou que o Ministério Público de Minas Gerais denunciou Mourão por movimentar cerca de 28 milhões de reais em contas de empresas ligadas a ele, entre 2018 e 2021, em esquema de pirâmide financeira. As ações teriam como objetivo atrair investidores.
Mourão responde a ação proposta pelo MP-MG, que investiga crimes como lavagem de dinheiro, organização criminosa e infrações contra a economia popular. O status do processo não foi informado neste relatório.
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