- O ministro Alexandre de Moraes afirmou que as mensagens supostamente enviadas por Daniel Vorcaro no dia da prisão dele, 17 de novembro de 2025, não foram direcionadas ao magistrado.
- A análise técnica dos dados telemáticos de Vorcaro aponta que as mensagens de visualização única não conferem com os contatos do ministro apreendidos, conforme nota do STF.
- O celular de Vorcaro mostrava contatos de autoridades dos Três Poderes, incluindo ministros do STF e diretores do Banco Central; os prints estariam vinculados a pastas de outras pessoas na lista de contatos dele.
- A prisão de Vorcaro ocorreu à noite de 17 de novembro de 2025 e, no dia seguinte, 18 de novembro, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Master.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, negou nesta sexta-feira que Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, tenha enviado mensagens ao magistrado no dia da prisão dele, em 17 de novembro de 2025. A defesa afirma que as mensagens não correspondem aos contatos do ministro nos arquivos apreendidos.
Segundo Moraes, a análise técnica dos dados telemáticos de Vorcaro, tornados públicos pela CPMI do INSS, mostra que as mensagens enviadas naquele dia não conferem com os contatos do ministro nos arquivos. A Secretaria de Comunicação do STF divulgou a nota oficial com o parecer técnico.
O material de Vorcaro incluía contatos de autoridades de três poderes, entre ministros do STF, parentes de magistrados, congressistas e diretores do Banco Central, além de dados de outros setores. As informações foram obtidas a partir da quebra de sigilo dos dados telemáticos.
Conforme a reportagem do Poder360, haveria registro de troca de mensagens entre Vorcaro e Moraes durante o dia da prisão, quando o empresário tentava deixar o país. A matéria aponta que Vorcaro questionava se havia novidades ou se o ministro tinha conseguido bloquear algo.
No dia seguinte à prisão, em 18 de novembro de 2025, a autoridade reguladora Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Master. A imprensa também informou que prints de tela com mensagens teriam sido vinculados a blocos de notas de Vorcaro, não tendo, por si, relação direta com Moraes.
A nota do STF afirma que as capturas de tela estão em pastas de outras pessoas na lista de contatos de Vorcaro, não especificando o destinatário. O conteúdo também sinaliza que os arquivos pertencem ao computador de Vorcaro, não do ministro.
O material divulgado também mostra imagens de blocos de notas com anotações manuscritas, incluindo nomes ligados a setores jurídicos e de advocacia. A relação de contatos não implica, porém, que haja conexão com Moraes.
Ao final da noite, o senador Irajá (PSD-TO) emitiu nota negando ter mantido contato com Vorcaro. Ele ressaltou que constar na lista de contatos não implica envio de mensagens, destacando que números de telefone costumam ser compartilhados entre jornalistas e assessorias.
O texto divulgado pelo STF não detalha a metodologia da “análise técnica” nem indica quem conduziu o procedimento. O Poder360 solicitou informações adicionais, mas recebeu como resposta apenas que o conteúdo está conforme a nota oficial.
A reportagem também cita que Habituou-se no entorno de Moraes uma relação entre o ministro e Viviane Barci de Moraes, esposa do magistrado, que teria atuação profissional em escritório vinculado ao Master. O acordo entre o Master e o BRB para a venda do banco é citado, com contratos da advogada envolvendo o tema.
Mensagens supostamente interceptadas pela Polícia Federal no celular de Vorcaro descreviam encontros com Moraes em locais privados. As conversas, segundo o material coletado pela PF, teriam acontecido em datas próximas à prisão do empresário, com referências a visitas ao imóvel de Vorcaro.
Entre as peças apresentadas, há referências a diálogos envolvendo a residência de Vorcaro e uma possível visita de Moraes, segundo relatos citados pela reportagem. O material não foi apresentado como evidência definitiva de qualquer conduta imprópria.
A defesa de Moraes afirma que as mensagens vinculadas ao dia da prisão não correspondem aos contatos do ministro. A CPMI do INSS disponibilizou o material para a imprensa, segundo a nota oficial, mantendo sigilo de alguns nomes por determinação judicial.
O caso segue sob apuração e envolve ainda o contexto da liquidação do Master pelo Banco Central, bem como as investigações sobre a operação que envolve o banco e possíveis ligações com autoridades. As informações oficiais não caracterizam qualquer conduta irregular do ministro.
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