- Pablo Marçal filiou‑se ao União Brasil em evento em São Paulo e afirmou ficar à disposição do partido para concorrer, se for necessário.
- Ele permanece inelegível até 2032 por condenações na Justiça Eleitoral ligadas a uso indevido de laudos e à campanha de 2024, conforme a Lei da Ficha Limpa.
- Mesmo sem candidatura neste ano, o empresário disse que pode ajudar o partido com seu nome e popularidade, incluindo os cerca de 1,7 milhão de votos que teve em São Paulo.
- Marçal pediu desculpas ao prefeito Ricardo Nunes (MDB) por ataques da campanha de 2024, dizendo que houve exageros e que há necessidade de união.
- Também envolve acordos judiciais: houve paralisação de processo eleitoral por dois anos por laudo falso envolvendo Boulos, além de acordo com Datena para encerrar disputas judiciais entre ambos.
Pablo Marçal, ex-coach e empresário, manifestou interesse em atuar pelo União Brasil durante a filiação do partido em São Paulo nesta sexta-feira (6). Ele permaneceu inepto para disputar eleições até 2032 por decisões na Justiça Eleitoral, e disse estar à disposição para colaborar com a sigla, inclusive como candidato, se for o desejo da liderança.
O anúncio ocorreu durante a oficialização da filiação do ex-candidatos ao União Brasil, ao lado de Antônio Rueda e Ciro Nogueira. Marçal afirmou que não tem ego por cargo e que pretende servir o partido caso haja necessidade de candidatura, ou mesmo contribuir com sua base de apoiadores.
Se não for candidato neste ano, o empresário afirmou que pode ajudar com seu nome e popularidade, visando atrair filiados e eleitores para fortalecer a legenda. Ele citou seu histórico de votos, afirmando ter registrado mais de 1,7 milhão de votos em São Paulo.
Durante a fala, Marçal pediu desculpas públicas ao prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, por ataques feitos na campanha de 2024, ressaltando a importância de uma união baseada em humildade e foco em objetivos comuns. Ele reconheceu excessos durante a corrida eleitoral.
Condenações e inelegibilidade
A principal condenação envolve uso indevido dos meios de comunicação e resulta em multa de 420 mil reais. Pela Lei da Ficha Limpa, condenações colegiadas tornam o político inelegível por até oito anos, ainda com recursos em análise, o que mantinha Marçal inelegível até 2032 no TRE-SP.
Na Justiça Comum, Marçal foi condenado a pagar 100 mil reais de indenização a Guilherme Boulos por divulgação de laudo falso. Em acordo com Boulos, houve paralisação de tramitação no TRE-SP por dois anos, com possibilidade de future reavaliação.
Além de ações com Boulos, houve acordo com o apresentador Datena para encerrar processos mútuos decorrentes de um cadeiro durante debate de 2024. O histórico de judicialização acompanha a trajetória pública do ex-coach.
Contexto eleitoral recente
Marçal chegou a disputar a prefeitura de São Paulo em 2024, em campanha marcada por controvérsias e momentos de violência entre adversários. Apesar de obter mais de 1,7 milhão de votos, não avançou ao segundo turno, vencido por Ricardo Nunes (MDB) e Guilherme Boulos (PSOL).
Resta saber como a filiação ao União Brasil impactará a agenda eleitoral de Marçal e as estratégias da sigla frente às próximas eleições, bem como se haverá novas condenações que alterem seu quadro de inelegibilidade.
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