- O PT enfrenta dificuldade em Bahia e Ceará para as eleições de 2026, com Jerônimo Rodrigues (BA) e Elmano de Freitas (CE) buscando apoio de caciques locais e de Lula para manter governabilidade.
- Na Bahia, Jerônimo aparece atrás de ACM Neto (União) em sondagens recentes (por exemplo, 48% a 31%), lembrando que Lula teve mais de 6 milhões de votos no segundo turno de 2022 no estado.
- No Ceará, pesquisas apontam liderança de Ciro Gomes (PSB) sobre Elmano por cerca de nove pontos, enquanto a Real Time Big Data trouxe empate técnico no mês anterior; Elmano conta com apoio próximo de Camilo Santana (PT).
- O PT tem tentado manter alianças estratégicas: Jerônimo recebe apoio de Rui Costa e Jaques Wagner; no Ceará, há costura de apoio a Cid Gomes (PSB) com MDB, visando manter a chapa e evitar perdas.
- Analistas petistas afirmam que adversários atuam de forma mais autônoma e que, com o início oficial da campanha, o cenário pode mudar com o uso da máquina e a presença de Lula.
O PT enfrenta dificuldades em dois estados historicamente favoráveis ao partido: Bahia e Ceará. Governadores do PT em ambos os estados vêm buscando alianças com caciques locais e com o presidente Lula para manter o poder de mando, diante de pesquisas que indicam desempenho abaixo do esperado para 2026. A situação envolve estratégias de coalizão e ajustes políticos para sustentar as chapas locais.
Na Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT) aparece atrás de ACM Neto (União) em sondagens recentes. Uma pesquisa aponta Jerônimo com 31% frente a 48% do adversário, num cenário que coloca em alerta o Palácio de Ondina, onde Jerônimo tem foco no interior e em obras como traço dominante de atuação. O desenho da aliança envolve apoio de figuras influentes e acenos a partidos da base aliada.
Contexto estratégico na Bahia
Interlocutores apontam que a equipe do governo baiano prioriza manter a sustentação política com o MDB e setores aliados, incluindo a costura de nomes para o Senado. O grupo pleiteia manter o apoio de adversários locais, com a expectativa de ampliar o situacionismo no interior. O atual vice-governador, Geraldo Júnior, tem sido figura central nesse movimento, ainda que seja visto como contestado dentro do próprio campo petista.
Cenário político no Ceará
Já no Ceará, o PT também busca recompor a base em meio a um quadro com elã de oposição ao atual governo estadual. Elmano de Freitas, que disputa o segundo mandato, tem relação próxima com o ex-ministro Camilo Santana, mas depõe sobre ele a necessidade de apoio estratégico para enfrentar a ampla aliança com forças de centro e direita. O partido sinaliza que Camilo Santana pode atuar para facilitar apoios, inclusive para a chapa ao Senado, caso haja desincompatibilização.
Influência de Ciro Gomes e alianças locais
O PT cearense observa o retorno de Ciro Gomes como fator de pressão interna, com levantamento recente indicando vantagem do ex-governador em determinadas leituras de intenção de voto. Há, também, a avaliação de que o cenário exige ajustes na composição da chapa de governo, com estudos sobre a participação de nomes de outras legendas, como o PSB e o MDB, para consolidar o grupo de apoio.
Perspectiva nacional e leituras de conjuntura
Avaliadores apontam que, embora o PT permaneça à frente de candidaturas da direita em pesquisas internas, o desempenho atual fica aquém do registrado na última eleição. Analistas locais destacam ainda que a atuação de Lula pode influenciar o patamar de apoio nos estados, especialmente quando a campanha começa a ganhar ritmo.
O que resta avaliar nos próximos meses
Petistas dizem que, no plano local, adversários atuam de forma coordenada para capitalizar fatores que dificultam o avanço das candidaturas do PT. Em paralelo, o governo federal aposta na atuação institucional para manter o campo progressista competitivo até a largada de 2026, com a expectativa de que a mobilização nacional possa repercutir nos estados.
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