- Valdemar Costa Neto, presidente do PL, diz acreditar que Flávio Bolsonaro ficará à frente de Lula em abril, segundo projeções internas, com cenário ainda incerto e disputa acirrada.
- A estratégia do PL envolve acentuar o desgaste de Lula pela CPMI do INSS e por irregularidades atribuídas a um dos filhos do presidente, o Lulinha, com destaque para suposto desvio de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024.
- O PLN trabalha pela prorrogação da CPMI, que termina em 28 de março, para estender a pressão sobre Lula até o fim de maio, mantendo o tema na campanha.
- Valdemar aposta que, a partir de cinco de abril, data de encerramento da janela partidária, Flávio pode superar Lula nas intenções de voto, puxando a corrida para o confronto direto.
- O modo de comunicação enfatizado pelo PL é o pragmatismo de Flávio, com foco em centro, evitando polêmicas, e a possibilidade de Michelle Bolsonaro percorrer o Brasil no segundo turno, caso haja união da direita.
Valdemar Costa Neto, presidente do PL, transmite otimismo contido sobre a pré-campanha de Flávio Bolsonaro. O ânimo vem de pesquisas positivas, mas há cautela quanto à intensidade da corrida presidencial. A projeção inicial aponta Flávio atrás de Lula em 4 ou 5 pontos percentuais, com cenário de empate técnico considerado uma possibilidade.
A prioridade de desgaste envolve a CPMI do INSS e eventuais irregularidades envolvendo um dos filhos do presidente, o Lulinha. Além disso, o PL sinaliza que o discurso de campanha deve enfatizar o que seria visto como desvio de recursos destinado a aposentados entre 2019 e 2024, estimado em 6,3 bilhões de reais.
Estrutura da campanha e extinção da janela partidária
A bancada do PL defende a prorrogação da CPMI, que encerra em 28 de março, buscando estender os trabalhos por 60 dias. A estratégia visa manter o tema ativo até o fim de maio, influenciando a percepção do eleitor na hora da decisão. As datas eleitorais reforçam a aposta de Valdemar de que abril pode marcar acirramento na disputa.
Valdemar afirma que, a partir de 5 de abril, com o fechamento da janela partidária, a competição deve evoluir de modo mais intenso. A expectativa é de que Flávio ganhe margem adicional nas intenções de voto ao longo desse período, segundo cálculos baseados em consultas internas.
Perfil de Flávio e tônica da campanha
O presidente do PL destaca que uma parcela do eleitorado não vota de jeito nenhum em Lula, outra não apoia Flávio, tornando a eleição dependente de ajustes finos. A personalidade do senador é apontada como fator favorável: ponderado, evitaria posicionamentos radicais e não repetiria a linha de comunicação de 2022.
A aposta é que Flávio dialogue com o eleitor de centro, evitando polêmicas que afastem parte do público. O objetivo é manter a proximidade com um electorado mais amplo, sem ataques fortes a minorias ou confrontos com a imprensa.
Logística e protagonismo do eixo regional
Valdemar prevê que a campanha exija pragmatismo, com o objetivo de unir a direita ao redor de propostas. O plano inclui a presença de Michelle Bolsonaro em ações pelo país, com o papel de senadora do Distrito Federal, tema considerado relevante para o near-term da disputa.
Entre os estados, o Nordeste aparece como área estratégica para retomar a trajetória vitoriosa, enquanto Minas Gerais é apontado como foco de atuação para Nikolas. A ideia é distribuir o trabalho entre lideranças para ampliar o alcance da mensagem da chapa.
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