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Virada de Motta impede derrota de Lula e contorna lobby de apostas

PEC da Segurança Pública avança com treze bilhões? driblando o lobby das bets e ampliando recursos para 2025

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  • O governo conseguiu driblar oposição na Câmara e a PEC da Segurança Pública avançou, mantendo a discussão sobre referendo para reduzir a maioridade penal em debate.
  • O relator Mendonça Filho sinalizou incluir a medida no relatório final, influenciando o rumo da proposta.
  • O presidente da Câmara, Hugo Motta, inicialmente aceitou um acordo que permitiu que ele relatasse outra PEC sobre maioridade penal no futuro.
  • A chamada PEC passou com 487 votos favoráveis entre 513, abrindo caminho para debate no Senado e prometendo aumento de penas para chefes de organizações criminosas e limites de progressão de pena.
  • A proposta prevê R$ 6 bilhões a mais por ano para a segurança pública, com 50% dos recursos indo para estados e 50% para a União, e amplia competências da Polícia Federal. Também destina parte de recursos do fundo social do pré-sal e de apostas para financiar o sistema, reduzindo o peso do lobby das casas de apostas.

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, por 487 votos a favor, a PEC da Segurança Pública, incluindo a ideia de aumentar a maioridade penal por meio de referendo. A votação ocorreu dias antes de eleições e teve forte atuação do governo e de aliados para conter derrotas na agenda de segurança pública. O acordo foi fechado para evitar que a proposta se transformasse apenas na chamada “PEC da Maioridade Penal”.

A medida, que tramita no Congresso, envolve mudanças no tratamento penal de chefes de organizações criminosas, bem como em questões de milícias e organizações paramilitares. Entre os pontos estão o aumento de penas máximas, a restrição de progressão de regime e agravantes em casos contra a vida e a dignidade de mulheres, crianças e adolescentes. O texto ainda prevê divisão de recursos entre União e estados, com impacto no Fundo Nacional de Segurança Pública e no Fundo Penitenciário Nacional.

Participaram da costura política o ministro da Justiça, Wellington César; o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos); e o relator Mendonça Filho (União-PE). As negociações ocorreram dias antes da votação, com o governo argumentando que a inclusão da maioridade penal enfraqueceria o restante do relatório sobre segurança pública.

Contexto financeiro

A PEC aumenta o volume de recursos para a área, de forma estimada em até R$ 6 bilhões por ano, elevando o orçamento de 2025 próximo de R$ 2 bilhões para a área de segurança. Parte do aporte vem do estoque do fundo social do pré-sal, sobras de arrecadação e 30% da taxação de casas de apostas.

Impacto dos bets

Segundo o governo, o repasse de parte da taxação já existente sobre apostas evita criar nova cobrança. O objetivo é reduzir o fluxo de dinheiro de origem ilícita para o setor formal, contribuindo na atuação de políticas de combate ao crime organizado.

Análise política

Líderes do PT afirmam que havia votos suficientes para aprovar também o referendo sobre a maioridade penal, mas a Câmara optou por manter a PEC com o conjunto de medidas de segurança. A votação é vista como passagem-chave para o tema antes de debates no Senado.

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