- Cidades do Brasil realizaram atos pelo Dia Internacional da Mulher neste domingo (8), com organizações da sociedade civil e movimentos feministas cobrando políticas públicas de igualdade de gênero e combate à violência.
- Dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública mostraram recorde de feminicídios em 2025, totalizando 1.470 casos entre janeiro e dezembro.
- Em várias capitais, participantes exibiram cartazes e faixas pedindo mais proteção às mulheres e denunciando violência de gênero.
- No Rio de Janeiro, ato na Praia de Copacabana reuniu ativistas após casos recentes de violência, incluindo um estupro coletivo de uma adolescente na região.
- Em Porto Alegre, Florianópolis e outras cidades houve intervenções simbólicas e encontros culturais para lembrar vítimas e discutir segurança e prevenção.
No Brasil, atos pelo Dia Internacional da Mulher ocorreram neste domingo (8), com foco na defesa de políticas públicas de igualdade de gênero e no combate à violência contra mulheres. Movimentos sociais, organizações civis e feministas participaram em várias cidades.
Os protestos questionaram a violência de gênero, destacando a necessidade de mais proteção e de medidas de prevenção. Dados mostram alto nível de violência: em 2025 foram 1.470 feminicídios, conforme o Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Casos recentes de repercussão, como estupro coletivo de uma adolescente e o assassinato de uma professora, também foram citados para reforçar o debate sobre responsabilização e políticas públicas.
Rio de Janeiro
No Rio de Janeiro, feministas e entidades realizaram ato na Praia de Copacabana, na Zona Sul, próximo ao Posto 3. Ativistas, lideranças políticas e coletivos estiveram presentes.
O grupo defendeu políticas públicas de igualdade e proteção às mulheres. Cerca de 11h, o ato seguiu pela orla até o Posto 1, com apoio de trio elétrico.
Camisetas e adesivos traziam mensagens como não é não, eu quero viver sem medo e a vergonha precisa mudar de lado. A Escola de Teatro Popular abriu a programação.
Porto Alegre
Em Porto Alegre, centro da cidade, houve ato com forte simbolismo. Um grupo teatral lançou sapatos cobertos de líquido vermelho para simbolizar sangue, enquanto nomes de 20 mulheres assassinadas foram lidos em voz alta.
A intervenção transformou a via em um espaço de memória. Dados de 2025 apontam aumento de 53% nos feminicídios no Rio Grande do Sul até fevereiro, frente ao mesmo período de 2024.
Mulheres de coletivos, sindicatos e movimentos participaram da caminhada, exibindo cartazes contra a violência e a favor da valorização do trabalho feminino.
Florianópolis
Em Florianópolis, dezenas participaram de caminhada, debates e intervenções culturais. O ato começou às 9h30 no Parque da Luz, próximo à Ponte Hercílio Luz, com rodas de conversa.
Depois, o grupo seguiu pelo centro e pela Beira-Mar Norte. Participaram coletivos, sindicatos, movimentos sociais, políticos e moradores da cidade.
Entre as menções, houve lembrança de vítimas recentes de violência. Catarina Kasten foi citada como vítima de violência sexual e assassinato em novembro de 2025, na trilha da Praia do Matadeiro.
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