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Colômbia ensaia candidatura presidencial sem favoritos

Colômbia realiza consultas internas neste domingo para medir forças entre blocos, com esquerda e direita ausentes na disputa principal e Senado crucial para a governabilidade

Elecciones en Cali, el 26 de octubre de 2025.
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  • No domingo, colombianos irão às urnas para eleger o Senado e a Câmara e também para consultas internas dos partidos que definem candidatos à presidência, com a primeira volta prevista para 31 de maio.
  • Os dois favoritos nas pesquisas não participam das primárias: Iván Cepeda, da esquerda, não pode concorrer por determinação do Conselho Nacional Eleitoral; Abelardo de la Espriella, da direita, não foi convidado a competir na consulta do campo conservador.
  • Na esquerda, Cepeda teme enfrentar um rival com apoio suficiente; Roy Barreras busca manter posição, enquanto Daniel Quintero surge como opção viável para a chapa progressista.
  • Na direita, Abelardo de la Espriella aparece em segundo nas sondagens; Paloma Valencia disputa a consulta de Uribe, visando mobilizar milhões de votos para chegar à corrida presidencial.
  • No centro, Sergio Fajardo acumula pouco apoio (cerca de 5%), enquanto Claudia López disputa liderança de popularidade, em um campo que busca reconstruir espaço político moderado.

Colômbia entra em um ciclo eleitoral que começa bem antes da primeira volta. Neste domingo, o país vota para escolher os candidatos que disputarão a presidência, ainda que dois favoritos nas pesquisas não estejam na urna. Concomitantemente, haverá consultas internas partidárias.

Além disso, será escolhido o novo Congresso, com 103 senadores e 183 representantes renovados. A fragmentação do Parlamento pode exigir negociações voto a voto para qualquer governabilidade futura. Analistas apontam que mudanças poderão ser limitadas.

O que está em jogo

Na esquerda, Iván Cepeda lidera as sondagens, mas não participa da consulta por impedimento formal do Conselho Nacional Eleitoral. O objetivo é consolidar a candidatura ligada ao legado de Petro sem enfrentar diretamente a disputa na etapa inicial.

No campo da direita, Abelardo de la Espriella aparece com forte presença, mas não é favorito absoluto. Seu desempenho depende da consolidação entre os setores conservadores, que também acompanham a disputa interna entre outros nomes.

Roy Barreras, figura histórica da coalizão pró-Petro, viu seu espaço diminuir, e Daniel Quintero surge como opção com chances de vencer a consulta progressista. A movimentação de máquinas eleitorais promete influenciar o cenário, mesmo com a falta de consenso entre forças.

Entre os direitistas, Paloma Valencia se destaca como candidata do Uribe, buscando atrair eleitores moderados. Em jogo está a capacidade de mobilizar votos expressivos que permitam disputar o centro político, além de enfrentar a concorrência interna.

O centro político também está dividido. Sergio Fajardo aparece com volume baixo nas pesquisas e não participa das consultas, enquanto Claudia López avança sobre a popularidade de Fajardo, mirando o eleitorado de centro.

A narrativa deste domingo não indica o próximo presidente, mas aponta forças, alianças e maquinarias capazes de influenciar a corrida que se acumula até maio. O resultado pode definir o ritmo da batalha eleitoral.

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