- Advogado Marco Aurélio de Carvalho, amigo da família de Lula, defendeu o arquivamento das investigações sobre Fabio Luís da Silva, o Lulinha, após a quebra de sigilo bancário e fiscal.
- Os dados vazados revelaram movimentações financeiras milionárias de Lulinha e levantam a possibilidade de relação com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.
- Carvalho afirmou que não há fatos que justifiquem o prosseguimento das apurações.
- Oposição acompanha a discussão sobre prisão preventiva de Lulinha; ministros do STF podem ser acionados por medidas contra ele.
- O grupo Prerrogativas criticou vazamentos e “espetacularização” do caso, defendendo garantias constitucionais, presunção de inocência e sigilo de provas.
Marco Aurélio de Carvalho, advogado amigo da família de Lula, defendeu o arquivamento das investigações sobre Fabio Luís da Silva, o Lulinha, nesta segunda-feira. Segundo ele, a divulgação de dados bancários do filho do presidente expôs que não há fatos que justifiquem a continuidade das apurações.
Carvalho afirmou, por mensagem enviada à Gazeta do Povo, que os vazamentos devem levar ao arquivamento, pois não existem elementos suficientes para sustentar as investigações. As informações vazadas envolvem movimentações financeiras consideradas milionárias.
As apurações investigam possível relação de Lulinha com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, apontado como um dos principais investigados no esquema. Advogados de defesa também disseram não reconhecer necessidade de prisão preventiva para Lulinha, conforme pedidos de parlamentares da oposição na CPMI do INSS.
A CPMI do INSS discute a adoção de medidas contra o filho do presidente, citando risco de fuga do país. Ainda nesta segunda, o advogado Jeffrey Chiquini, que representa Filipe Martins no STF, solicitou prisão preventiva de Lulinha a Mendonça. Lula afirmou, em declaração publicada recentemente, que cobraria explicações do filho caso haja comprovação de irregularidades.
O grupo Prerrogativas, formado por advogados e docentes de esquerda e de cuja coordenação faz parte Carvalho, comparou os vazamentos do caso Master e de Lulinha aos da Lava Jato. Em nota, chamaram de infames os vazamentos seletivos e a espetacularização da atuação policial.
A nota do grupo enfatiza o respeito ao devido processo legal e às garantias constitucionais. Os juristas defendem a preservação da presunção de inocência e o sigilo de provas que possam comprometer a privacidade, para evitar danos à integridade dos investigados e à credibilidade da atuação estatal.
O posicionamento de Carvalho ocorre em meio a cobranças partidárias por medidas mais duras contra Lulinha, tema que tem ganhado destaque na CPMI do INSS. Não houve confirmação oficial de novas prisões ou de arquivamento formal pelas autoridades competentes.
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