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Banco Central encerra sindicância sobre atuação irregular de servidores Master

Banco Central encerra sindicância sobre atuação de dois servidores que supostamente favoreceram o Banco Master; achados chegam à PF na Operação Compliance Zero e podem ir à CGU

Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana, afastados do BC — Foto: Divulgação
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  • Banco Central encerrou sindicância iniciada em janeiro sobre a conduta de dois servidores: Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana.
  • Os achados da apuração foram usados pela Polícia Federal na terceira fase da Operação Compliance Zero, que levou à prisão de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
  • O ministro André Mendonça, do STF, descreveu os funcionários do BC como uma espécie de consultores privados de Vorcaro na decisão que autorizou a operação.
  • O resultado da sindicância será encaminhado para análise da Controladoria-Geral da União.
  • Segundo as investigações, os servidores davam orientações estratégicas, revisavam documentos, vazavam informações, utilizavam influência interna para favorecer o Master e recebiam propina de terceiros através de contratos simulados.

O Banco Central encerrou, em caráter sigiloso, a sindicância iniciada em janeiro para apurar a conduta de dois servidores. A investigação envolve possíveis irregularidades relacionadas ao Banco Master e ao empresário Daniel Vorcaro. O desfecho foi encaminhado à Controladoria-Geral da União (CGU).

Os trabalhadores Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana, afastados, atuavam na estrutura do BC. Neves de Souza ocupava a Diretoria de Fiscalização e Santana integrava o Departamento de Supervisão Bancária. A apuração apurava atos que ligavam os servidores ao Master.

Segundo a PF, os achados do BC foram utilizados na terceira fase da Operação Compliance Zero, que resultou na prisão de Vorcaro. O ministro André Mendonça, do STF, descreveu os servidores como uma espécie de consultores privados do empresário.

Desdobramentos e funções no BC

A sindicância apurou influência na condução de processos que envolviam o Master. Também aponta revisão de documentos enviados ao BC, vazamento de informações e tentativas de antecipar medidas regulatórias. Há indícios de favorecimento e de propina.

Os investigadores indicam que pagamentos eram realizados por terceiros e, em alguns casos, por meio de contratos simulados. A análise segue para avaliação pela Controladoria-Geral da União, que poderá determinar novas providências administrativas.

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