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Especialista afirma que Datafolha subestimou evangélicos

O estrategista eleitoral Roberto Reis aponta que o Datafolha subestima evangélicos na amostra, o que pode alterar cenários do segundo turno

Evangélicos serão 35,8% da população do país em 2026 e impactarão eleições, diz estudo
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  • Datafolha divulgado no sábado, 7 de março, mostra Lula com 46% e Flávio Bolsonaro com 43% no segundo turno, empates técnico pela margem de erro.
  • Paraná Pesquisas aponta 44,4% para Flávio e 43,8% para Lula no mesmo cenário.
  • Diferenças entre pesquisas sobrelava já foram visto na eleição de 2022, quando Datafolha projetava vantagem de Lula e o resultado final foi próximo, mas não idêntico.
  • Um dos fatores apontados para as variações é o peso do eleitorado evangélico: Datafolha estima cerca de 28% de evangélicos na amostra, enquanto estudos citados indicam entre 31% e 36%.
  • Além disso, a metodologia de entrevistas presenciais em pontos de fluxo é questionada; institutos como AtlasIntel e Quaest usam modelos estatísticos com ajustes de renda e perfil demográfico.

Nas pesquisas divulgadas para o cenário presidencial de 2026, surgem diferenças importantes entre institutos quanto à comparação Lula (PT) x Flávio Bolsonaro (PL) em eventual segundo turno. Dados do Datafolha indicam vantagem numérica do presidente, mas empate técnico dentro da margem de erro.

Outros levantamentos trazem números distintos. O Paraná Pesquisas, por exemplo, aponta 44,4% para Flávio Bolsonaro e 43,8% para Lula no mesmo cenário. A divergência se repete em estudos recentes, que mostram cenários mais equilibrados ou ligeiramente favoráveis ao senador.

Diferenças entre institutos

Analistas destacam que as variações lembram o entorno da eleição de 2022, quando houve estimativas distintas na reta final. Na véspera do segundo turno de 2022, Datafolha previa Lula com 52% dos votos válidos, frente a 48% de Bolsonaro, enquanto o Paraná Pesquisas apontava a disputa mais apertada.

O resultado oficial das urnas, de 30 de outubro de 2022, mostrou 50,90% para Lula e 49,10% para Bolsonaro. A diferença foi de cerca de 2 milhões de votos, dentro de um cenário de fortes variações entre institutos.

Peso do eleitorado evangélico

Um fator apontado por Roberto Reis, estrategista eleitoral, seria a participação de evangélicos nas amostras. Ele afirma que o Datafolha utiliza cerca de 28% de evangélicos, com base no Censo de 2022, enquanto outras estimativas sugerem participação entre 31% e 36%.

Segundo Reis, o próprio Datafolha revela diferenças de preferência entre grupos religiosos: entre católicos, Lula chega a 45% e Flávio Bolsonaro a 30%; entre evangélicos, o senador alcança 48% e o presidente, 22%.

Amostragem e métodos

Reis também questiona o uso de entrevistas presenciais em pontos de fluxo em parte das pesquisas do Datafolha, que, segundo ele, pode influenciar a composição da amostra em renda e perfil social. Institutos como AtlasIntel e Quaest, por outro lado, empregam modelos estatísticos com ajustes algorítmicos.

Para o analista, variações na composição da amostra — incluindo religião, renda e perfil regional — podem explicar parte das diferenças entre levantamentos. A observação leva em conta que métodos diferentes produzem resultados distintos.

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