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Investigação contra influencer crítica ao ativismo trans é arquivada

Investigação contra Nine Borges por suposta transfobia é arquivada; acusações se baseavam em repasses federais a ONGs ligadas à pauta LGBT

Pesquisadora crítica ao ativismo trans tem investigação arquivada
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  • Nine Borges, pesquisadora e influencer, foi absolvida em inquérito da Polícia Federal no Distrito Federal por suposta transfobia com base na interpretação da lei de injúria racial.
  • A investigação teve origem após representação de Symmy Larrat, atual chefe da Secretaria Nacional LGBTQIA+, vinculada ao Ministério dos Direitos Humanos.
  • Borges publicou vídeo em 2024 detalhando repasses federais a organizações ligadas à pauta LGBT, afirmando dados que somavam mais de R$ 5 milhões, incluindo cerca de R$ 3 milhões à ONG Aliança LGBTI+.
  • Ela afirmou que os dados vinham do Portal da Transparência e que existiria possível conflito de interesses entre entidades registradas no mesmo endereço, incluindo uma com histórico ligado a Symmy Larrat.
  • Além dessa investigação, há denúncia à Corregedoria sobre os repasses, e Borges responde a outra apuração por transfobia em Minas Gerais, relacionada a declarações no podcast Inteligência Ltda.; a delegada responsável deverá concluir o depoimento.

A pesquisadora e influenciadora Nine Borges foi absolvida em um inquérito da Polícia Federal no Distrito Federal. Ela era investigada por suposta transfobia, com base na interpretação de injúria racial na legislação. A investigação começou após uma representação apresentada por Symmy Larrat, chefe da Secretaria Nacional LGBTQIA+.

O caso teve origem em denúncias públicas de Borges sobre repasses de recursos federais a organizações ligadas à pauta LGBT. Em 2024, ela publicou vídeos com dados do Portal da Transparência mostrando valores superiores a R$ 5 milhões, incluindo cerca de R$ 3 milhões para a ONG Aliança LGBTI+.

Origem da investigação

Borges afirma ter identificado possível conflito de interesses envolvendo organizações com CNPJs distintos, porém com o mesmo endereço. Ela também aponta alterações cadastrais em registros dessas entidades e afirma que quatro organizações compartilhavam o endereço.

A imprensa relata que Symmy Larrat formalizou a representação que resultou no inquérito. Borges, residente no Reino Unido há mais de 11 anos, foi intimada por e-mail para prestar esclarecimentos e precisou de representação jurídica financiada por campanha pública.

Desdobramentos e outros movimentos

Borges afirma que, após a divulgação, os repasses teriam sido interrompidos em 2025 e reativados pouco antes da conclusão do relatório policial. A PF não apresentou decisão até o momento sobre esse ponto.

A associação Matria abriu denúncia à Corregedoria para apurar os repasses mencionados e diz ter sido instaurado procedimento administrativo sem conclusão no prazo legal. Borges também responde a outro inquérito por suposta transfobia em Minas Gerais.

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