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Investigação do caso Master deve se estender durante 2026

Perícias em celulares de Daniel Vorcaro devem se estender por meses, com cerca de 120 dispositivos apreendidos, ampliando o tempo de apuração rumo ao período eleitoral

Relator do caso Master no STF, André Mendonça autorizou prisão de Vorcaro e mais três. (Foto: Luiz Silveira/STF)
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  • A Polícia Federal estima que a investigação do colapso do Banco Master e das atividades de Daniel Vorcaro dure meses ou anos, com cerca de 120 dispositivos apreendidos, estendendo-se pelo período eleitoral por redução de ritmo e volume de provas digitais.
  • Dos oito celulares recolhidos, apenas um começou a ser analisado; a extração de dados envolve quebra de senhas, recuperação de arquivos apagados e leitura de mensagens criptografadas, processo lento e minucioso que pode levar meses.
  • Os crimes apurados abrangem gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro, corrupção de agentes públicos, emissão de papéis sem lastro, manipulação de mercado, invasão de computadores e até intimidação de testemunhas e jornalistas.
  • O caso atinge diferentes áreas do poder em Brasília, com diálogos entre Vorcaro e representantes do Palácio do Planalto, parlamentares e membros do Judiciário, gerando apreensão sobre novas conexões a serem reveladas conforme avançam as perícias.
  • A linha de investigação envolvendo o Banco de Brasília é apontada como a frente mais adiantada, com apuração de possível fraude em operações ligadas à compra de títulos do Master; o BRB afirma colaborar e seguir normas de transparência.

A Polícia Federal estima que a investigação sobre o colapso do Banco Master e as atividades de Daniel Vorcaro se estenda por meses ou até anos. O processo envolve cerca de 120 dispositivos apreendidos e deve acompanhar o período eleitoral, dada a complexidade das provas digitais.

Dos oito celulares de Vorcaro, apenas um começou a ser analisado. A extração de dados exige quebra de senhas, recuperação de arquivos apagados e leitura de mensagens criptografadas, etapa que tende a ser lenta e minuciosa.

A operação Compliance Zero apura crimes que vão da gestão fraudulenta à lavagem de dinheiro, passando por corrupção, emissão de papéis sem lastro e manipulação de mercado. Também há investigados por invasão de sistemas e intimidação de testemunhas.

Perícias nos dispositivos

A linha de investigação envolve a análise de conversas entre Vorcaro, autoridades e terceiros, com foco em possíveis contatos no Judiciário, no Legislativo e no Executivo. O andamento das perícias pode revelar novas frentes de apuração.

Banco de Brasília (BRB) e a linha com o Master

A frente sobre o BRB avalia fraudes em operações com títulos ligados ao Master. O BRB informou cooperação com autoridades, com transações reportadas a órgãos reguladores.

Defesa de Vorcaro

A defesa nega irregularidades e questiona a condução do caso, citando vazamento de mensagens e a violação de sigilo. Os advogados alegam que o INR deve apurar quem violou normas judiciais.

Conteúdo produzido pela Gazeta do Povo. Para aprofundar, leia a reportagem completa.

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