- A senadora Amy Klobuchar criticou o acordo da DOJ com a Live Nation, dizendo que ele fará “little to lower costs, preserve venues, or protect fans” (pouco para reduzir custos, manter locais ou proteger fãs).
- Ela destacou a impressão de “backroom deal”, citando a demissão inesperada de Gail Slater e dizendo que o acordo foi feito sem o conhecimento de advogados antitruste.
- O juiz Arun Subramanian ficou surpreso ao saber do acordo apenas na segunda-feira, após o anúncio da solução na semana anterior.
- O acordo prevê um teto de quatro anos para contratos de exclusividade da Ticketmaster com casas de shows, mas Klobuchar defende a quebra da Live Nation e da Ticketmaster como única forma de promover competição.
- A senadora afirmou que o Congresso pode manter a oversight e planeja apresentar legislação para ampliar regras de divulgação sobre acordos e permitir maior intervenção estadual em casos que o DOJ encerra.
Klobuchar critica acordo da DOJ com Live Nation, afirmando que há pouco para reduzir custos, preservar lugares ou proteger fãs. Em entrevista a Rolling Stone, a senadora de Minnesota questiona os termos e o modo como o acordo foi fechado.
Ela aponta que a saída inesperada da chefe antitruste do DOJ, Gail Slater, pouco antes do início do julgamento, contribuiu para a percepção de um acordo fechado às escondidas. Segundo Klobuchar, isso ocorreu sem o conhecimento de advogados de antitruste e contraria a vontade de quem buscava responsabilizar a empresa.
A senadora afirma que o acordo traz avanços limitados, como um teto de quatro anos para contratos de exclusividade do Ticketmaster com espaços. Mesmo assim, defende que a verdadeira solução passa pela divisão da Live Nation e da Ticketmaster para restabelecer a competição.
Klobuchar critica a influência de Live Nation na política e menciona atuação de ex-aliados do governo na defesa de seus interesses durante a tramitação do caso. Ela cita a presença de figuras ligadas ao entorno do então presidente e à indústria do entretenimento na gestão da empresa.
A parlamentar aponta o histórico de monopólio como preocupação crítica, destacando fatias de mercado relevantes: 80% do território de venda de ingressos para grandes casas, 40 a 50 grandes anfiteatros e 60% da receita de promoção em grandes eventos, segundo a visão da reportagem.
Sobre os próximos passos, Klobuchar indica que o Congresso pode manter a supervisão e planeja apresentar propostas para ampliar transparência sobre as circunstâncias de acordos e ampliar o poder estadual para intervir em casos que o DOJ abandone.
Ela reforça a ideia de que mudanças estruturais são necessárias para a competição em ingressos, locais e promoção, citando histórica de desmembramento de grandes empresas como referência para redução de custos e aumento de inovação.
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