- Janja da Silva foi designada para integrar a comitiva brasileira na 70ª Sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher, da ONU, em Nova York, entre 7 e 14 de março; a decisão foi publicada no Diário Oficial da União e assinada por Lula e pelo chanceler Mauro Vieira, a convite da ministra das Mulheres, Márcia Lopes.
- O governo vai liderar uma mesa sobre combate ao feminicídio, com a participação de Tarciana Medeiros, presidente do Banco do Brasil, e Magda Chambriard, presidente da Petrobrás.
- A viagem de Janja e de outras servidoras será custeada pelo governo, e a primeira-dama fará a fala de encerramento.
- A conferência vai até 19 de março, mas Janja retorna ao Brasil no dia 13; havia previsão de participação em debate sobre acesso à Justiça em 17 de março, mas ela voltará antes.
- O movimento ocorre no contexto do pacto do governo contra o feminicídio; em 2025 houve alta de casos, com mais de 6 mil ocorrências, refletindo aumento de 34% em relação a 2024.
A presidente Lula designou a primeira-dama Janja da Silva para integrar a comitiva brasileira na 70ª Sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher, em Nova York. O evento da ONU ocorre entre 7 e 14 de março. A participação tem objetivo institucional e é custeada pelo governo.
O decreto que oficializa a viagem foi publicado no Diário Oficial da União, assinado por Lula e pelo chanceler Mauro Vieira. Janja participa a convite da ministra das Mulheres, Márcia Lopes, que lidera a delegação brasileira.
A comitiva brasileira também será formada pela presidente da Petrobrás, Magda Chambriard, e pela presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros. O governo informa que o objetivo é debater estratégias de combate ao feminicídio.
A viagem de Janja e das servidoras está assegurada pelo governo. Ela fará a fala de encerramento da participação brasileira na conferência. A conferência segue até 19 de março, com retorno previsto ao Brasil em 13.
Havia a previsão de participação em debate sobre acesso à Justiça no dia 17, mas a assessoria afirmou que Janja retorna antes disso, para Brasília. A pauta da primeira-dama é definida pela pasta das Mulheres.
Contexto do pacto do governo
O tema do feminicídio acompanha o pacto anunciado pelo governo. Lula criou um plano de enfrentamento, sem detalhar ações na prática, apenas um comitê específico foi divulgado.
O objetivo institucional é posicionar o governo junto ao eleitorado feminino e ampliar políticas públicas de proteção. A iniciativa ganhou destaque em discursos do presidente há mais de dois meses.
Dados oficiais mostram alta de feminicídio no Brasil. Em 2025, superaram 6 mil casos entre ocorrências consumadas e tentadas, com 4.755 tentativas e 2.149 assassinatos. Isso representa quase seis mulheres mortas por dia.
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