- A OAB renovou o pedido para encerrar o inquérito n.º 4.781 do STF, conhecido como inquérito das fake news, em reunião com o presidente da Corte, Edson Fachin, nesta segunda-feira (9).
- A entidade também pediu apuração rigorosa de fatos envolvendo qualquer autoridade investigada na chamada Operação Compliance Zero, que levou à prisão do banqueiro Daniel Vorcaro.
- Surgiram relatos sobre supostas relações de ministros do STF com o banco, incluindo contrato de R$ 129 milhões da esposa de Alexandre de Moraes para serviços advocatícios.
- Ainda consta que o ministro Dias Toffoli teria participação societária em uma empresa com irmãos, envolvidos em cotas de um resort no interior do Paraná negociadas com um fundo ligado ao banco e ao cunhado de Vorcaro.
- Em fevereiro, a OAB afirmou extrema preocupação com a duração de investigações de longo prazo, defendendo revisão do inquérito das fake news devido ao seu contexto excepcional.
A OAB renovou o pedido pelo encerramento do inquérito nº 4.781, conhecido como inquérito das fake news, em reunião com o presidente do STF, Edson Fachin. A pauta ocorreu nesta segunda-feira, 9 de março.
A entidade reiterou cobrança por apuração rigorosa de fatos envolvendo qualquer autoridade citada nas investigações da Operação Compliance Zero, que resultou na prisão do banqueiro Daniel Vorcaro.
Na ocasião, a OAB também pediu medidas que garantam a imparcialidade do processo e preservem a legalidade das investigações em curso, conforme ressaltado pela entidade.
Contexto da investigação
Relatos de veículos de imprensa mencionaram suposta relação de ministros do STF com o setor financeiro, incluindo apontamentos sobre contratos de advogados vinculados a um conglomerado bancário.
Segundo as informações veiculadas, a esposa de um ministro do STF teria firmado contrato de honorários de alto valor com o Master, grupo ligado ao banco envolvido nas investigações. A matéria gerou controvérsia institucional.
Ainda conforme as reportagens, outro ministro estaria associado a uma empresa com irmãos que controlariam cotas de um resort no interior do Paraná, ligado a um fundo de investimentos associado ao banco e ao cunhado de Vorcaro.
A OAB já havia apresentado, em fevereiro, um documento conjunto de dirigentes nacionais e presidentes de seccionais, sinalizando preocupação com investigações de longa duração e a condução do inquérito das fake news.
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