- Nesta sexta-feira, 6 de seis, Fernando Gabeira disse na GloboNews que há “excesso de cuidado” ao comentar denúncias envolvendo Alexandre de Moraes, chegando a sugerir que o ministro seria “funcionário” de Daniel Vorcaro e que o Supremo deveria terminar.
- O comentário ocorreu no contexto de novas revelações sobre conversas privadas entre o ex-banqueiro Vorcaro e o marido de Viviane Barci de Moraes, sócia do escritório contratado por R$ 129 milhões pelo Master; Moraes negou ter conversado com Vorcaro em 17 de novembro de 2025.
- O texto descreve o que chama de “república da chantagem”, afirmando que o STF costuma agir com poderes quase ilimitados, censura e decisões monocráticas, ainda que não admita esse clima de intimidação.
- Também é mencionada a intimação pela Polícia Federal de Kléber Cabral, presidente da Unafisco, para depor após críticas a uma operação autorizada pelo ministro Moraes.
- O artigo aponta que o Judiciário, em geral, estaria sujeito a cobranças e vantagens, defendendo que o país precisa de defensores da democracia que atuem pelos motivos certos, sem impor um custo excepcional à população.
Na sexta-feira (6), o jornalista Fernando Gabeira gerou repercussão nas redes ao comentar, em GloboNews, as denúncias que envolvem o ministro Alexandre de Moraes. Ele afirmou que analistas costumam medir demais o tom ao tratar do tema e sugeriu que Moraes seria ligado a Daniel Vorcaro, chegando a afirmar que, naquele momento, o Supremo deveria acabar.
O comentário ocorreu em meio a novas revelações de conversas privadas entre Vorcaro e o marido de Viviane Barci Moraes, sócia de um escritório contratado por valores elevados. Moraes negou ter mantido conversa com Vorcaro em 17 de novembro de 2025, data em que o empresário foi preso pela primeira vez.
A fala de Gabeira é interpretada por alguns como sintomática de um cansaço com o chamado pacto invisível que, segundo ele, funciona na prática sem debate público, sob a égide da Constituição de 1988. Segundo ele, esse pacto favorece o excesso de poder contido no STF.
Analistas e políticos costumam discutir o papel do STF como defensor da democracia, especialmente em momentos de crise institucional. Críticos apontam que haveria, na prática, instrumentos de censura, decisões monocráticas e relações entre o tribunal e partes interessadas sem devida transparência.
Em meio a esse debate, há relatos de climatem de pressão sobre críticos de autoridades judiciais. Um caso citado envolve Kléber Cabral, presidente da Unafisco, que foi intimado pela Polícia Federal para depor após críticas a uma operação autorizada pelo ministro Moraes.
A discussão sobre a suposta chantagem institucional não se limita ao STF. Outros setores do Judiciário também são citados por críticos que questionam vínculos entre salários, vantagens e decisões que, segundo eles, impactam a percepção pública sobre a independência do sistema.
O debate envolve ainda empresários, congressistas e partidos, que são vistos por parte da sociedade como defensores da democracia, mas que, segundo a narrativa apresentada, buscam assegurar benefícios econômicos ou regulação de atividades, o que alimenta a percepção de interferência externa no poder público.
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