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Cármen Lúcia diz que violência contra mulheres é grave e dados são estarrecedores

Ministra Cármen Lúcia afirma que mulheres sofrem poder violento e dados de violência são estarrecedores, com feminicídios registrando recorde em 2025

Carmen Lucia durante segundo dia de julgamento de Bolsonaro na 1ª Turma do STF — Foto: Antonio Augusto/STF
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  • Cármen Lúcia afirmou que as mulheres vivem sob um “poder violento” e que os dados de violência contra elas são estarrecedores, na abertura da sessão do TSE pelo Dia Internacional da Mulher.
  • A ministra disse que é impossível entender a situação como civilizada e mencionou crueldade, perversidade e exclusão, com agressões que ferem direitos das mulheres.
  • Ela ressaltou desigualdade entre mulheres e homens, destacando que algumas meninas não têm acesso a direitos e que meninos recebem brinquedos ligados à guerra.
  • Dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública apontam recorde de feminicídios em 2025: 1.470 casos de janeiro a dezembro.
  • A tipificação de feminicídio foi criada em 2015; em 2025 houve alta de 316% em 10 anos, com 535 mortes naquele ano, equivalentes a quatro mulheres mortas por dia.

A ministra do STF Cármen Lúcia afirmou nesta terça-feira, 10, que as mulheres vivem sob um poder violento e que os dados sobre violência contra esse grupo são estarrecedores. O comentário foi feito na abertura da sessão do TSE, em ocasião do Dia Internacional da Mulher.

Ela destacou que não é admissível considerar a situação civilizada diante de crueldade e exclusão. Segundo a ministra, cada caso de violência contra mulher acarreta agressões aos direitos, com impactos diretos na vida das brasileiras.

Cármen Lúcia também ressaltou a desigualdade entre meninas e meninos, citando que as mulheres enfrentam obstáculos de acesso e respeito a direitos. Ela mencionou que muitas meninas não recebem oportunidades equivalentes às dos rapazes.

Casos de feminicídio

Dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública apontam recorde de feminicídios no Brasil em 2025, com 1.470 registros. O número supera 2024, que teve 1.464 casos.

A tipificação de feminicídio, criada em 2015, envolve mortes de mulheres por serem mulheres. Em 2015, houve 535 mortes com esse enquadramento, mantendo-se como referência histórica.

Observa-se crescimento de 316% em 10 anos ao comparar 2015 com 2025, evidenciando evolução da subnotificação e da violência de gênero ao longo do período.

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