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Delegado da PF envolvido em inquéritos de Bolsonaro passa a assessor de Moraes

Delegado da PF vira assessor no gabinete de Moraes, atuando como apoio técnico em investigações sob relatoria do ministro no STF

Delegado Fábio Shor atuará em apoio a processos criminais analisados por Moraes no Supremo. (Foto: Antônio Augusto/STF)
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  • O delegado Fábio Alvarez Shor, da Polícia Federal, foi nomeado assessor de ministro no gabinete do ministro Alexandre de Moraes, do STF, conforme ato publicado no Diário Oficial da União assinado pelo presidente da Corte.
  • Shor é especialista em contrainteligência e atuou em investigações envolvendo Jair Bolsonaro, como a suposta tentativa de golpe após as eleições de dois mil e vinte e dois, os atos de oito de janeiro de dois mil e vinte e três e o caso das joias sauditas.
  • Na apuração do suposto golpe, ele coletou depoimentos do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro que firmou acordo de colaboração premiada com a Polícia Federal.
  • O delegado também integrou as investigações da Abin Paralela, que apurou suposto uso irregular da Agência Brasileira de Inteligência para monitorar autoridades públicas e adversários políticos durante o governo Bolsonaro.
  • A função de Shor envolve assessoramento técnico em investigações e ações penais sob relatoria de Moraes; a atuação gerou críticas da oposição, incluindo ataques públicos de Eduardo Bolsonaro em dois mil e vinte e cinco.

O delegado da Polícia Federal Fábio Alvarez Shor foi nomeado assessor do gabinete do ministro Alexandre de Moraes, do STF, nesta terça-feira 10. A nomeação foi publicada no Diário Oficial da União pelo presidente da Corte, Edson Fachin.

Shor é especialista em contrainteligência e atuou em investigações ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, incluindo o inquérito sobre suposta tentativa de golpe após as eleições de 2022, os atos de 8 de janeiro de 2023 e o caso das joias sauditas. Em apurações, ele recolheu depoimentos de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente.

O delegado também participou de apurações sobre o que ficou conhecido como Abin Paralela, que investigou uso irregular da Agência Brasileira de Inteligência para monitorar autoridades públicas e adversários políticos durante o governo Bolsonaro. A nomeação o vincula diretamente ao apoio técnico a processos criminais sob relatoria de Moraes.

Críticas repercutem entre oposicionistas. O ex-deputado Eduardo Bolsonaro questionou publicamente, em julho de 2025, a atuação de Shor, sugerindo sanções internacionais. Em outra ocasião, advogados defenderam que o delegado teria elaborado relatórios com informações questionáveis sobre Filipe Martins, ex-assessor da presidência.

Segundo profissionais da área, Shor trabalhará no apoio a investigações e ações penais em andamento no STF, com atuação para o assessoramento técnico em casos sob a relatoria de Moraes. A função envolve orientação técnica em procedimentos de natureza criminal.

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