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Delegado da PF que indiciou Bolsonaro é assessor no STF no gabinete de Moraes

Delegado da Polícia Federal é nomeado assessor no gabinete do ministro Alexandre de Moraes, no STF, após atuar em inquéritos sob sua relatoria

Ministro Alexandre de Moraes, do STF
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  • Delegado Fábio Alvarez Shor, da Polícia Federal, foi nomeado assessor no gabinete do ministro Alexandre de Moraes, no STF; a portaria foi assinada pelo presidente do tribunal, Edson Fachin, e publicada no Diário Oficial.
  • A nomeação ocorreu após Moraes solicitar a transferência de Shor; o delegado foi escolhido pela atuação em inquéritos sob a relatoria de Moraes, incluindo a tentativa de golpe de Estado envolvendo Jair Bolsonaro.
  • Shor enfrentou ataques de setores da direita, como o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que o ameaçou em transmissão ao vivo em meio às investigações.
  • O médico debate com advogados durante o julgamento, incluindo embates com Jeffrey Chiquini, que o criticou por suposta divulgação de relatório com informações falsas sobre Filipe Martins.
  • Além dos casos de golpe, Shor atuou em investigações sobre a fraude no cartão de vacinação de Bolsonaro e no escândalo das joias sauditas; no STF pode atuar como assessor e auxiliar Moraes em inquéritos da sua relatoria.

O delegado Fábio Alvarez Shor, da Polícia Federal, foi nomeado assessor do ministro Alexandre de Moraes, do STF. A portaria foi assinada pelo presidente da Corte, Edson Fachin, e publicada no Diário Oficial da União.

Moraes havia pedido a transferência de Shor no início do mês. A confirmação dependia apenas do trâmite entre as duas instituições, e o delegado foi escolhido pela atuação em inquéritos relatados por Moraes.

Shor atuou na investigação da tentativa de golpe envolvendo Jair Bolsonaro e aliados no governo anterior, além do inquérito dos atos de 8 de janeiro. Sua atuação o tornou alvo de críticas de setores da direita, incluindo Eduardo Bolsonaro.

Entre outros trabalhos, o delegado participou de apurações sobre fraude no cartão de vacinação de Bolsonaro e do caso das joias sauditas, sempre sob supervisão de Moraes como relator.

Shor é especialista em contrainteligência e, desde fevereiro do ano passado, lidera a Divisão de Investigações e Operações de Contrainteligência da PF. No STF, pode auxiliar Moraes em inquéritos sob sua relatoria.

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