- O governador do Rio Grande do Sul e pré-candidato do PSD à presidência, Eduardo Leite, atacou o governo de Jair Bolsonaro, dizendo que não houve entregas e que deixou o legado de ter “trazido Lula de volta”.
- Os comentários foram feitos durante encontro do PSD com dirigentes da Associação Comercial de São Paulo, no qual ficou decidido adiantar a escolha do candidato do partido para o final do mês.
- Leite se destacou ao contrastar com Ratinho Júnior e Ronaldo Caiado, que evitaram críticas a Bolsonaro; ele afirmou não ter apoiado nenhum dos dois em 2022.
- O gaúcho sugeriu que o legado de Lula pode depender de não dividir o campo político, citando o senador Flávio Bolsonaro como opção do ex-presidente.
- Entre propostas, defendeu analisar pesquisas além das intenções de voto e, se eleito, sugeriu idade mínima de 60 anos para ministros do Supremo Tribunal Federal, além de ligar programas sociais ao crescimento econômico.
Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul e pré-candidato ao Palácio do Planalto pelo PSD, criticou o governo de Jair Bolsonaro (PL) ao afirmar que não houve entregas entre 2019 e 2022 e que o legado foi trazer Lula de volta. A declaração foi feita durante encontro do PSD com dirigentes da Associação Comercial de São Paulo, na tarde de segunda-feira, 9, em SP.
Segundo Leite, o governo anterior não apresentou resultados relevantes, diferente do efeito de ter levado Lula à reeleição. O gaúcho afirmou ainda que não apoiou os dois principais candidatos de 2022, enfatizando uma posição independente no cenário de polarização.
O candidato também citou a importância de olhar além da intenção de voto em pesquisas, defendendo que elas refletem o reconhecimento de nomes já conhecidos pela população. Ele criticou a leitura de pesquisas apenas pelo número, destacando o papel de traçar o cardápio público ao longo do processo.
Campanha à esquerda e à direita
Durante o encontro, Leite disse que pretende dialogar com alas da esquerda não alinhadas ao PT e com setores da direita que não se identificam com Bolsonaro. Ele sinalizou espaço para convergência entre forças políticas diversas, com foco em pautas específicas e causas sociais.
O governador gaúcho apresentou propostas para 2026, incluindo a indicação de ministros do STF aos 60 anos como linha sugerida pelo PSD. Também ressaltou que programas sociais precisam vir acompanhados de crescimento econômico para evitar endividamento e juros elevados.
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