- O Planalto acionou o Ministério da Justiça para apurar a origem de vazamentos no caso Master, após orientação da ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, ao ministro Wellington Lima.
- A medida visa evitar “vazamentos seletivos” e reduzir a percepção de politização do caso durante o ano eleitoral, em meio a críticas ao Departamento de Polícia Federal.
- A movimentação ocorre após reunião de Gleisi com lideranças do governo na Câmara e no Senado, e envolve cobrança de maior controle sobre informações sigilosas.
- O STF já expressou insatisfação com a PF e com a autonomia do governo, e há relatos de divergências internas entre autoridades do governo e a PF.
- Em outra frente, Lula busca aperfeiçoar a relação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, enquanto auxiliares avaliam uma linha de defesa para o governo e a imprensa acompanha a crise. Também houve indicação de que Lula cancelou viagem ao Chile, para ficar em Brasília.
O Palácio do Planalto atua para conter vazamentos de informações sigilosas no caso Master. Gleisi Hoffmann orientou o ministro da Justiça, Wellington Lima, a apurar a origem dos vazamentos, em resposta a queixas de líderes do Congresso e do STF.
A orientação ocorreu após reunião entre Gleisi e lideranças do governo na Câmara e no Senado, na segunda-feira (9). O governo teme que o caso se transforme em uma nova Lava Jato por meio de vazamentos seletivos em ano eleitoral.
A tendência é que o STF receba movimento político do Planalto, diante de insatisfação com a atuação da Polícia Federal e com a percepção de controle insuficiente por parte do governo. Ministros da Corte têm cobrado maior alinhamento institucional.
O episódio envolve informações obtidas pela PF e a entrega de provas pelo diretor-geral Andrei Rodrigues ao ministro Edson Fachin, alimentando a sensação de interferência e de autonomia excessiva de órgãos de investigação.
No âmbito político, o Planalto busca restaurar a relação com o Senado. Lula conversou com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, após o senador não anular a quebra de sigilo de Lulinha, filho do presidente, em reação a comentários sobre o Instituto de Previdência do Amapá.
A crise com Alcolumbre levou a um encontro presencial previsto entre as partes para a semana, para tratar do caso Master, da indicação de Jorge Messias ao STF, da PEC da Segurança e do diálogo entre o presidente e os senadores.
Auxiliares relatam dificuldade em definir uma linha de discurso, já que a participação de ministros do STF complica ações mais agressivas. Há movimentos para associar o Caso Master a forças políticas da direita, mas ainda sem formato de estratégia.
Enquanto isso, a equipe do Planalto aponta déficits de agenda e comunicação. A continuidade de viagens internacionais de Lula tem sido citada como fator que pode adiar decisões sobre o tema doméstico do Master.
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