Em Alta NotíciasPessoasConflitosAcontecimentos internacionaisPolítica

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Governo Lula exige explicação da TikTok sobre trend ligada à violência contra mulher

Governo dá cinco dias ao TikTok para explicar trend que simula violência contra mulheres e afirma dever de cuidado, exigindo remoção imediata

Governo Lula dá 5 dias para TikTok se explicar por 'trend' com apologia à violência contra mulher
0:00
Carregando...
0:00
  • O Ministério da Justiça enviou ao TikTok um ofício com prazo de cinco dias para a rede explicar a trend “se ela disser não”, que envolve simulações de violência contra mulheres.
  • Nos vídeos, homens encenam agressões caso a mulher recuse pedidos de namoro ou casamento; a circulação massiva do conteúdo levanta questões sobre o dever de cuidado da plataforma.
  • O ofício afirma que a obrigação do TikTok vai além da remoção de conteúdos solicitada pela Polícia Federal, devendo promover a remoção imediata em casos como esse.
  • Assinam o documento os secretários de Direitos Digitais, Segurança Pública e Consumidor: Victor Fernandes, Francisco Veloso e Osny Filho.
  • O tema ocorre em contexto de alta de feminicídios no Brasil: em 2025 foram registrados 1.470 casos, com a PF abrindo inquérito sobre os vídeos, e médias de violência contra mulheres continuam elevadas.

O Ministério da Justiça enviou nesta terça-feira (10) um ofício ao TikTok com um prazo de cinco dias para que a plataforma se explique sobre a trend intitulada “se ela disser não”. A operação envolve a circulação de vídeos que simulam violência contra mulheres quando elas recusam pedidos de casamento ou namoro. A medida ocorre no âmbito de ações do governo federal para fiscalizar conteúdos nocivos.

O ofício sustenta que a obrigação da rede social vai além da remoção de conteúdos específicos solicitada pela Polícia Federal. A pasta afirma que o TikTok deve promover a remoção imediata de materiais, independentemente de pedidos formais, para evitar danos. A carta contesta falhas sistêmicas diante da disseminação dos vídeos.

Assinam o documento os secretários da Justiça: Direitos Digitais, Victor Fernandes; Segurança Pública, Francisco Veloso; e Consumidor, Osny Filho. O objetivo é reforçar responsabilidades das plataformas na curadoria de conteúdos que incentivem agressões.

Contexto da prática

A trend circula no TikTok com a frase treinando caso ela diga não e mostra homens simulando abordagens românticas seguidas de reações agressivas. Em muitos vídeos há socos simulados, lutas ou golpes, com Variações da legenda indicando o repúdio à rejeição.

O levantamento do g1 mostrou vinte vídeos entre 2023 e 2025, com perfis que vão de 883 a 177 mil seguidores e somam mais de 175 mil interações. Segundo o blog da jornalista Julia Duailibi, a Polícia Federal já derrubou perfis e abriu inquérito sobre os vídeos virais.

O tema ocorre em meio a um contexto de alta violência contra mulheres no país. O Brasil registrou recorde de feminicídios em 2025, com 1.470 mortes, segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Em 2024 foram 1.464 casos, mantendo o patamar histórico elevado.

O formato simples facilita a reprodução, com a mesma linha de saída em diferentes vídeos e variações mínimas na encenação. Embora tenha ganhado força novamente no fim de 2025, registros do tipo já aparecem na rede desde 2023.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais