- Haddad foi chamado por Lula para disputar o governo de São Paulo, apesar de preferir atuar na formulação do programa de governo.
- Ao ser questionado sobre a disputa, Haddad resistiu, mas acabou aceitando o encargo diante do cenário político.
- Ele afirmou aos aliados: “eu não sou desertor”, destacando o comprometimento com a missão no maior colégio eleitoral do país.
- A disputa é contra o governador Tarcísio de Freitas, consolidado no estado, com o objetivo de manter a votação obtida em dois mil e vinte e dois.
- A estratégia envolve manter o desempenho visto na capital paulista, que ajudou Lula a vencer em comparação com o interior, diante de pesquisas recentes.
O ministro Fernando Haddad (Fazenda) aceitou a tarefa de disputar o governo de São Paulo a pedido de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em um cenário de alta pressão política para a chapa de Lula. Haddad já tinha manifestado preferência por atuar na formulação do programa de governo, sem ir às urnas novamente.
Segundo aliados, a convocação ocorreu em meio a uma avaliação de que o maior colégio eleitoral do país exige liderança forte para enfrentar um cenário de crise local, com o governador em exercício, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), já consolidado. Haddad recebeu o pedido com determinação.
Historicamente, há proximidade entre Haddad e Lula desde 2006, durante o mensalão. Naquela época, Haddad confirmou apoio ao presidente. Ao longo dos anos, o ministro manteve o foco na Fazenda, com balanços macroeconômicos positivos, e grupos próximos veem a decisão como desafio estratégico para a reeleição de Lula.
A meta traçada pela coordenação é manter o desempenho obtido em 2022, quando Haddad perdeu o interior de SP, mas ajudou a capital a vencer, contribuindo para a vitória de Lula no conjunto do estado. Pesquisas recentes apontam dificuldade para essa candidatura.
- Rastros de estratégia e de avaliação interna indicam que Haddad cresce sob pressão e encara a ofensiva com cautela, segundo aliados.
- A decisão é vista como parte de uma mobilização mais ampla do PT para sustentar a disputa eleitoral em território paulista, sem prever desfechos imediatos.
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