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PGR pede ao STF condenação de deputados do PL por propina em emendas

PGR solicita condenação de oito acusados, entre eles dois deputados do PL, por propina em emendas no Maranhão; julgamento na Primeira Turma do STF

Foto: Rosinei Coutinho/STF
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  • A Procuradoria-Geral da República pediu à Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal a condenação de oito acusados por cobrança de propina em emendas parlamentares destinadas a municípios do Maranhão.
  • Entre os denunciados estão os deputados Josimar Maranhãozinho e Pastor Gil, ambos do PL do Maranhão, e o ex-deputado João Bosco Costa (PL-SE).
  • A denúncia afirma que os envolvidos pressionavam prefeitos a devolver vinte e cinco por cento do valor repassado via emendas.
  • O julgamento está sob o relator ministro Cristiano Zanin, e deve terminar até quarta-feira onze; compõem a turma os ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e Flávio Dino.
  • A PGR destacou que ratifica integralmente a denúncia e pugna pela condenação dos acusados.

A Procuradoria-Geral da República pediu ao STF, nesta terça-feira 10, a condenação de oito acusados por cobrança de propina em emendas parlamentares voltadas a municípios do Maranhão. A denúncia envolve deputados do PL e ex-parlamentar, sob a relatoria do ministro Cristiano Zanin.

A PGR aponta que Josimar Maranhãozinho e Pastor Gil atuaram pressionando prefeitos a devolver 25% do valor repassado pelas emendas. O caso envolve também o ex-deputado João Bosco Costa, segundo a denúncia.

Entre os acusados está João Batista Magalhães, responsável por monitorar a liberação de verbas e recrutar prefeitos para o esquema. Thalles Andrade Costa atuava na intermediação das emendas junto ao sistema orçamentário.

A denúncia descreve ainda ações de Antônio José Silva Rocha, que organizou a primeira abordagem de cobrança com a presença do agiota Pacovan. Adones Nunes Martins e Abraão Nunes Martins Neto eram prepostos, executando ações físicas de pressão.

O processo tramita na Primeira Turma do STF, com Zanin lendo um resumo do caso no início da sessão. Os advogados devem apresentar sustentações orais, e a turma votará pela absolvição ou condenação.

O julgamento ocorre no STF, em Brasília, com a participação dos ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e Flávio Dino, além do relator Zanin. A sessão deve se encerrar nesta quarta-feira 11, conforme cronograma.

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