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PT do Maranhão repensa candidatura e mira aliança com PSD após Brandão

PT do Maranhão avalia apoiar Braide ao governo e lançar Camarão ao Senado em dobradinha com Eliziane Gama, com aval do Planalto

O prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), o vice-governador do Maranhão, Felipe Camarão (PT), e a senadora Eliziane Gama (PSD) - Câmara dos Deputados/Reprodução/redes sociais/Waldemir Barreto/Agência Senado
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  • PT do Maranhão avalia apoiar Eduardo Braide (PSD) para governador, com o vice Felippe Camarão (PT) disputando o Senado ao lado da senadora Eliziane Gama (PSD), em dobradinha apoiada pelo Planalto.
  • A mudança ocorre porque Brandão não abriu mão de lançar o sobrinho Orleans Brandão (MDB) ao governo, rompendo o acordo de 2022 que o previa como candidato ao Senado.
  • Lula tentou mediar a disputa com várias propostas, incluindo vice na chapa ou nomes neutros, sem sucesso até o momento.
  • Há preocupação com a fragmentação do campo governista e com a possibilidade de Lahesio Bonfim se beneficiar; Braide lidera pesquisas, segundo Paraná Pesquisas, com 34% das intenções de voto.
  • Camarão, em reunião com a ministra Gleisi Hoffmann, sinalizou aceitar abrir mão da disputa ao governo para concorrer ao Senado; o vice-governador não comentou.

O PT do Maranhão avalia uma mudança de estratégia diante da resistência de Carlos Brandão a abrir mão de disputar o governo estadual. A sigla trabalha com a hipótese de apoiar Eduardo Braide, atual prefeito de São Luís, ao Palácio dos Leões.

Segundo dirigentes do partido, o PC do PT sinalizou apoio a Braide e indicaria o vice-governador Felipe Camarão para a vaga ao Senado. A dobradinha seria com a senadora Eliziane Gama, do PSD, que busca a reeleição. O Palácio do Planalto já teria dado aval.

O impasse remonta a 2022, quando Brandão venceu as eleições com um acordo de que disputaria o Senado no próximo pleito, abrindo caminho para Camarão assume o governo. O entendimento foi rompido após o governador articular a candidatura do sobrinho Orleans Brandão ao governo.

O episódio chegou a Lula, que tentou mediar a crise. Inicialmente, o presidente pediu que Brandão cumprisse o acordo de 2022 e, depois, chegou a oferecer a vaga de vice em chapa encabeçada pelo PT. Em novas tratativas, mencionou até Iracema Vale, mas não houve acordo.

Potencial mudança de alinhamento

Dirigentes próximos a Lula temiam que a fragmentação do campo governista beneficiasse Lahesio Bonfim, do Novo, na disputa pelo governo. Pesquisas mais recentes colocam Braide à frente, com vantagem de quatro pontos sobre Orleans Brandão, conforme Paraná Pesquisas.

Nesta segunda, Felipe Camarão reuniu-se com Gleisi Hoffmann e sinalizou disposição para abrir mão da disputa ao governo. Ele não comentou o assunto ao ser procurado pela imprensa. Em fevereiro, disse que mantém diálogo positivo com Braide.

Fontes destacam que o PSD, partido de Braide, pretende lançar candidato próprio à Presidência. O cenário político no estado continua sujeito a novos desdobramentos, com a possibilidade de redefinição de alianças a partir de consultas internas e pesquisas.

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