- Posts nas redes afirmavam, de forma falsa, que o presidente Lula disse que o Brasil está “sob ameaça real de invasão”; a informação é incorreta.
- Alega‑se que Lula fez a declaração durante a visita de Estado do presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, publicada em 9 de março.
- A viralização ocorreu após o ministro Mauro Vieira conversar com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, sobre impedir a classificação de facções criminosas como organizações terroristas e evitar uso do combate ao narcotráfico para justificar ações militares.
- O Fato ou Fake checou a transcrição do discurso e não encontrou fala semelhante; a Secretaria de Comunicação da Presidência confirmou que não procede e disponibilizou o conteúdo oficial.
- No discurso, Lula falou sobre cooperação em defesa e disse que os países precisam se preparar, mas não houve menção a invasão do Brasil.
O que aconteceu: circulam nas redes sociais mensagens que atribuem a Lula a fala de que o Brasil está sob ameaça real de invasão. A peça radiou durante a visita do presidente sul-africano Cyril Ramaphosa. A versão é apresentada como uma citação do mandatário.
Quem está envolvido: o presidente Lula, o governo brasileiro e o ministro das Relações Exteriores, além de diplomatas que trabalham com a pauta internacional. A circulação envolve usuários de X e Facebook.
Quando e onde: as postagens surgiram nesta segunda-feira, 9 de março, associando a declaração ao encontro de Estado entre Brasil e África do Sul em Brasília. A agenda foi transmitida ao vivo.
Desmentido e contexto
Fato ou Fake consultou a transcrição oficial do discurso, disponível no site do governo, e não encontrou a fala atribuída. A Secom confirmou o desmentimento e que o conteúdo é público no registro da visita.
A Secom lembrou que a agenda foi acompanhada pela imprensa e que não houve trecho como o divulgado. Também reiterou que boatos com objetivo político não devem ganhar disseminação. A nota destaca a importância de checar fontes oficiais.
No discurso, Lula tratou de semelhanças entre Brasil e África do Sul, afirmou que países precisam se preparar para defesa, e sugeriu cooperação em defesa sem depender apenas de fornecedores externos. Não houve menção à invasão ou a afirmações semelhantes.
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