- O senador Ciro Nogueira disse que quem cometeu ilícito deve pagar de forma exemplar, em comentário a jornalistas após evento em Brasília.
- A Polícia Federal encontrou no celular do banqueiro Daniel Vorcaro diálogos com o senador e registros de ordens de pagamento a uma pessoa identificada apenas como “Ciro”.
- Nogueira nega proximidade com Vorcaro e afirma não ter recebido pagamentos; investigação tenta esclarecer se houve crime envolvendo ambos.
- A perícia aponta mensagens em que Vorcaro descreve Nogueira como “grande amigo de vida” e elogia iniciativa legislativa favorável ao banco Master.
- Em nota, Nogueira afirmou que o nome “Ciro” aparece sem sobrenome ou cargo nos diálogos e que existem dezenas de pessoas com esse nome no Brasil.
O senador Ciro Nogueira (PP-PI) afirmou que quem cometeu ilícitos deve responder de forma exemplar. o comentário foi feito a jornalistas após evento da Apex Partners em Brasília, em resposta às perguntas sobre sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, preso na Penitenciária Federal de Brasília.
A Polícia Federal encontrou no celular de Vorcaro mensagens com o próprio senador e registros de ordens de pagamento a uma pessoa identificada apenas como “Ciro”. Investigadores apuram se há indícios de crime envolvendo o banqueiro e o parlamentar. Nogueira nega proximidade e afirma não ter recebido pagamentos.
O material estatal também aponta que Vorcaro descrevia Nogueira como um amigo próximo e comemorava uma proposição favorável ao que envolve o Banco Master. Em maio de 2024, uma lista de repasses pendentes mencionava o item “Pagamento pra Ciro”, autorizado pelo banqueiro. Ainda não há dados bancários suficientes para identificar o destinatário.
A data de uma das mensagens, 13 de agosto de 2024, coincide com a apresentação de uma emenda à PEC de autonomia financeira do Banco Central que aumentaria o limite do Fundo Garantidor de Crédito de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por CPF. Parlamentares e agentes do mercado veem a proposta como favorável ao Banco Master.
Nogueira informou que o termo “Ciro” aparece sem sobrenome nos diálogos e que o IBGE registra mais de 11 mil pessoas com esse nome no Brasil, incluindo um advogado da defesa de Vorcaro. O senador ressaltou que não recebeu pagamentos e que não mantém relacionamento próximo com o banqueiro.
Contexto da investigação
O material coletado no celular de Vorcaro foi encaminhado ao ministro do STF André Mendonça, que decretou a prisão preventiva do banqueiro. A investigação busca esclarecer a participação de Vorcaro e de terceiros em eventuais delitos.
Repercussões políticas
Donos de interesse e parlamentares analisam os impactos das movimentações associadas ao Banco Master. A apuração continua em andamento, sem conclusão anunciada até o momento.
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