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Comissão da Câmara pressiona Moraes por prisão domiciliar de Bolsonaro

Comissão da Câmara encaminha indicação ao STF para prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, alegando agravamento de saúde, enquanto Moraes mantém prisão na Papudinha

Bolsonaro na Superintendência da PF em Brasília, onde está preso preventivamente. Foto: Sergio Lima / AFP
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  • Comissão de Segurança Pública da Câmara aprovou, na terça-feira dez, uma indicação ao Supremo Tribunal Federal para transferir Jair Bolsonaro para prisão domiciliar.
  • Bolsonaro cumpre pena de 27 anos na Papudinha, no Distrito Federal, por liderar a tentativa de golpe de Estado; o requerimento alega agravamento de problemas de saúde desde a detenção na Superintendência da Polícia Federal.
  • O documento cita que houve garantia de serviços médicos contínuos, sessões de fisioterapia, atividades físicas e visitas de familiares e aliados na prisão.
  • Em dois de março, o ministro Alexandre de Moraes negou a prisão domiciliar, afirmando não haver motivos excepcionais e destacando as condições de cumprimento da pena.
  • A defesa recorreu, mas a Primeira Turma do STF manteve, por unanimidade, a decisão de Moraes.

A comissão de Segurança Pública da Câmara aprovou uma indicação ao STF para transferir Jair Bolsonaro da prisão para regime de prisão domiciliar. O requerimento sustenta que a saúde do ex-presidente se agravou desde o início do cumprimento da pena na Papudinha, no Distrito Federal, onde ele está preso por liderar a organização de uma tentativa de golpe.

Encabeçada pelo deputado Osmar Terra, a peça aponta como base um relatório da Polícia Militar do Distrito Federal e uma perícia da Polícia Federal. O texto também descreve a busca por continuidade de assistência médica, fisioterapia, atividades físicas e visitas de familiares, amigos e aliados políticos.

Contexto jurídico e decisões anteriores

O ministro Alexandre de Moraes já havia negado, em 2 de março, a solicitação de prisão domiciliar, afirmando não haver motivos excepcionais. Segundo Moraes, as condições da Papudinha atendem às necessidades médicas do ex-presidente e a fiscalização de cumprimento da pena é adequada.

A defesa de Bolsonaro recorreu, mas a Primeira Turma do STF manteve a decisão anterior, por unanimidade, reiterando a custódia em regime prisional. O processo segue sob análise no STF, sem indicação de prazo para novo julgamento.

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