- A CPI do Crime Organizado aprovou a quebra de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático de Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, e solicitou relatórios de inteligência financeira ao Coaf para o período de 2020 a 2026.
- Também autorizou a quebra de sigilos bancário e fiscal de Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”, envolvido nas investigações, e pediu informações sobre a morte dele ao ministro André Mendonça.
- Zettel é alvo da terceira fase da Operação Compliance Zero e se entregou às autoridades após ordem de prisão.
- A comissão convocou dois ex-integrantes do Banco Central citados nas investigações: Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana, além de solicitar informações ao atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.
- As medidas foram aprovadas em bloco durante reunião da CPI, que investiga a atuação de organizações criminosas e conexões com o sistema financeiro.
A CPI do Crime Organizado do Senado aprovou a quebra de sigilos de Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, no âmbito de investigações sobre a relação com o Banco Master. As medidas incluem sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático. O pedido abrange o período de 2020 a 2026.
Zettel entregou-se às autoridades após ordem de prisão. Casado com Natália Vorcaro, irmã do banqueiro, ele é apontado como pessoa próxima ao núcleo empresarial ligado ao Master. A decisão foi tomada durante a sessão da comissão nesta quarta-feira.
Também foi autorizada a quebra de sigilo de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Sicário, figura citada nas investigações. Mourão faleceu no último sábado após atentar contra a própria life enquanto estava sob custódia da PF em Minas Gerais.
Sigilos e desdobramentos
A CPI solicitou relatórios de inteligência financeira ao Coaf sobre Mourão, ainda sem detalhar dados. A comissão aguarda repostas para consolidar o andamento das apurações ligadas ao caso Master.
Convocações e informações ao BC
Foram convocados dois ex-integrantes do Banco Central citados nas investigações: Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor de fiscalização, e Belline Santana, ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária. A CPA pediu informações a Gabriel Galípolo sobre processos que levaram ao afastamento de servidores.
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