- A Câmara realizou sessão solene em memória de Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, a três dias de completarem oito anos dos crimes no Rio de Janeiro em 2018.
- Em 25 de fevereiro, o Supremo Tribunal Federal condenou os mandantes do homicídio, incluindo os irmãos Brazão, e outros réus.
- A ministra Anielle Franco destacou que o país precisa prosperar para que mulheres cheguem e permaneçam nos espaços de poder.
- Agatha Arnaus Reis, viúva de Anderson Gomes, afirmou que a condenação mostra que autoridades e redes antes intocáveis podem ser responsabilizadas.
- A deputada Taliria Petrone ressaltou que agentes públicos ligados a milícias foram condenados, totalizando quatorze anos de prisão para alguns réus, segundo o tribunal.
A Câmara dos Deputados realizou uma sessão solene em memória de Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, mortos em 14 de março de 2018 no Rio de Janeiro. A homenagem aconteceu três dias antes de completar oito anos do crime, com presença de ministros, assessora sobrevivente do atentado e familiares das vítimas. O objetivo foi reconhecer o legado da vereadora e a importância da responsabilização dos mandantes.
A condenação histórica dos mandantes, anunciada pelo STF em 25 de fevereiro, gerou parte das falas do evento. A ministra Anielle Franco destacou a necessidade de o país permitir que mulheres ocupem e permaneçam em espaços de poder. A viúva de Anderson Gomes, Agatha Arnaus Reis, ressaltou que a decisão incentiva a cobrança de responsabilidade sobre estruturas que favoreciam a impunidade. A sobrevivente Fernanda Chaves reforçou que crimes como o atentado não devem ser tolerados.
Avanços e impactos
A deputada Taliria Petrone (PSOL-RJ) ressaltou a condenação de agentes públicos envolvidos com milícias, incluindo duas sentenças de 76 anos. Ela afirmou que o caso envia um recado claro de enfrentamento à violência política. A viúva de Marielle, Mônica Benício, disse que a justiça de hoje é devida aos familiares e à sociedade, em memória à democracia. A ministra interina das Mulheres, Eutália Barbosa, lembrou que o assassinato tornou Marielle uma memória viva da luta por justiça.
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