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Fundador da Reag nega ligações com PCC em CPI

Fundador da Reag nega ligação com PCC durante depoimento à CPI; liquidação da gestora ocorreu após apuração da Polícia Federal sobre uso pelo Banco Master

João Carlos Mansur negou, também, que gestora tenha realizado operações irregulares com o banqueiro Daniel Vorcaro. (Foto: Geraldo Magela)
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  • O empresário João Carlos Mansur, fundador da Reag, prestou depoimento à CPI do Crime Organizado e confirmou que o Banco Master era cliente, mas negou irregularidades ou vínculo com o PCC.
  • Sobre a relação com o Banco Master, ele afirmou que as operações eram normais e não possuíam caráter ilícito.
  • Mansur negou qualquer ligação com o PCC; a Polícia Federal investiga uso de R$ 30 bilhões do crime organizado em fundos, sem menção de associação direta no processo da Operação Carbono Oculto.
  • A liquidação da gestora pelo Banco Central ocorreu após a PF apontar que a Reag integrava a estrutura financeira usada pelo Banco Master para operações suspeitas.
  • O empresário disse que a Reag foi penalizada por ser grande e independente, mantendo que a gestora sempre buscou governança e transparência, em meio a um mercado que costuma punir instituições fora dos grandes conglomerados; a sessão também aprovou a quebra de sigilos de pessoas ligadas a Vorcaro e convocou servidores do Banco Central.

João Carlos Mansur, fundador da gestora Reag, prestou depoimento à CPI do Crime Organizado nesta quarta-feira, 11. Ele afirmou que a Reag prestou serviços ao Banco Master, de Daniel Vorcaro, mas negou irregularidades ou vínculo com o PCC, mesmo diante das investigações da Polícia Federal.

O empresário disse que o Banco Master figura entre os clientes da Reag, assim como outras instituições financeiras e empresas do mercado. Considerou a relação como normal e rotineira no setor de investimentos, ressaltando a ausência de qualquer caráter ilícito nas operações.

Sobre as suspeitas de relação com o PCC, Mansur negou veementemente qualquer ligação com a facção Primeiro Comando da Capital. Complementou que, embora a PF investigue a aplicação de cerca de R$ 30 bilhões do crime organizado em fundos, não há menção de associação direta entre a Reag ou o fundador e o grupo nas páginas do processo da Operação Carbono Oculto.

Liquidação da gestora pelo Banco Central

A liquidação da Reag ocorreu após apurações da Polícia Federal que apontavam uso da estrutura pela rede do Banco Master para operações suspeitas. A gestora era responsável por administrar fundos que, segundo as investigações, teriam relação com transações fraudulentas no sistema financeiro.

Para Mansur, a Reag foi penalizada pelo mercado financeiro e por autoridades por ser uma empresa grande e independente. Afirmou que a gestão sempre buscou governança e transparência, mas entende que o Brasil tende a tratar com rigor instituições não vinculadas aos grandes conglomerados.

Medidas adicionais da CPI

Durante a sessão, os senadores aprovaram a quebra de sigilos de pessoas ligadas ao banqueiro Vorcaro, entre elas o pastor Fabiano Zettel. Também foram convocados servidores do Banco Central suspeitos de vazar informações privilegiadas, com pedido de explicações ao presidente da instituição, Gabriel Galípolo, sobre o afastamento desses funcionários.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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