- O governador do Maranhão, Carlos Brandão, afastou o secretário de Segurança Pública, Maurício Ribeiro Martins, enquanto corre a investigação sobre as acusações feitas pela delegada Viviane Fontenelle.
- Fontenelle registrou boletim de ocorrência na Delegacia Especial da Mulher de São Luís após dois episódios em fevereiro em que o secretário teria feito comentários sobre a beleza dela e pedido uma foto para colocar no gabinete.
- A delegada relatou que o constrangimento ocorreu em reunião no gabinete do secretário, em 2 de fevereiro, e houve nova insistência em reunião na Secretaria de Administração.
- O delegado-geral Manoel Almeida assumiu o comando durante a apuração; a Adepol pediu apuração séria, ressaltando a gravidade de conduta incompatível com a ética pública.
- Maurício Ribeiro Martins negou as acusações em nota, alegando que as alegações não correspondem à realidade e que a investigação é necessária para esclarecer os fatos; o caso teve vazamento de conteúdo do grupo da Adepol.
O governador do Maranhão, Carlos Brandão, decidiu afastar o secretário de Segurança Pública, Maurício Ribeiro Martins, enquanto corre a apuração de uma denúncia feita pela delegada Viviane Fontenelle, da Polícia Civil. A medida vale até a conclusão da investigação.
Brandão informou que, durante o processo, o delegado-geral Manoel Almeida ficará no cargo interinamente. Em tom firme, o governador ressaltou o respeito às mulheres como princípio inegociável. Fontenelle registrou boletim de ocorrência na Delegacia da Mulher de São Luís.
A denúncia relata dois episódios ocorridos no começo de fevereiro, envolvendo comentários do secretário sobre a beleza da delegada e a cobrança de envio de uma foto para o gabinete. Martins nega as acusações e pediu apuração rigorosa. A notícia surgiu após vazamento de mensagens.
A pessoa que relatou os fatos descreveu constrangimento em reunião no gabinete, com relatos de insistência pelo envio da foto e comentários considerados inadequados em ambiente institucional. Em reunião na Secretaria de Administração, houve nova repetição do pedido, segundo a delegada.
A Adepol, associação dos delegados, divulgou nota expressando preocupação com o relato e pediu que a denúncia seja apurada com seriedade, independentemente de quem seja o investigado. A instituição reforçou a gravidade da situação, que envolve comportamento considerado incompatível com a dignidade institucional.
Na semana passada, a delegada afirmou ao UOL que o caso foi vazado sem autorização e que não pretendia expor o ocorrido publicamente. Ela disse que o desabafo no grupo de mensagens acabou tornando-se público, gerando constrangimento adicional. Fontenelle afirmou apoio de colegas após o vazamento.
O secretário Maurício Martins divulgou nota na íntegra, negando as acusações e afirmando que houve necessidade de apuração para esclarecer os fatos. Segundo ele, não houve conduta desrespeitosa ou qualquer ofensa à delegada, e as palavras citadas teriam sido apenas elogios profissionais, com respeito às normas institucionais. Martins colocou-se à disposição para esclarecer tudo.
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