- Lula escolhe caminho mais difícil em São Paulo, priorizando a disputa pelo governo estadual com Fernando Haddad, mesmo com cenário favorável ao PT no Senado.
- Pesquisas indicam que Haddad lidera a disputa ao Senado em SP, com uma das vagas praticamente encaminhada devido ao destaque do PT no estado.
- Uma chapa com Haddad, Marina Silva e até Geraldo Alckmin poderia assegurar as duas cadeiras ao Senado, complicando a oposição em obter maioria para afastar ministros do STF.
- A costura política exigiría tempo e pode levar o PT a abrir mão de ter candidato próprio ao governo, combinando força de Haddad na capital com capilaridade de Alckmin no interior.
- O UOL News apresenta as duas edições diárias, com informações de Daniela Lima, colunista do UOL.
O presidente Lula escolheu uma estratégia mais arriscada em São Paulo ao priorizar a disputa pelo governo estadual com Fernando Haddad, mesmo diante de um cenário considerado favorável ao PT para o Senado. A avaliação é da colunista Daniela Lima, em matéria do UOL News.
Segundo Lima, uma chapa com Haddad e Marina Silva, aliada a Geraldo Alckmin, poderia assegurar as duas cadeiras em 2026 e reduzir o espaço da oposição para formar maioria que afaste ministros do STF. A leitura é de que o PT adotaria um ritmo mais lento na costura de alianças.
A colunista lembra que Haddad, principal quadro petista no estado, aparece com vantagem inicial na corrida ao Senado, segundo dados do Datafolha. A aposta é de que uma das cadeiras estaria praticamente garantida para ele.
Ela aponta ainda que um acordo estratégico poderia exigir tempo e levar o PT a abrir mão de lançar candidato próprio ao governo, unindo a força de Haddad na capital à capilaridade de Alckmin no interior. A leitura é de que o interior compensa a capital.
Cenário atual em São Paulo
O PT avaliaria, assim, a possibilidade de jogar com Haddad e Marina Silva para consolidar vagas no Senado e, ao mesmo tempo, manter o foco no governo estadual. A estratégia dependeria de acordos com nomes do centrão e da esquerda.
De acordo com Daniela Lima, o paraíso de Haddad seria ampliar aliados que fortaleçam a presença petista em listas proporcionais, minimizando riscos de derrota para a oposição. A análise se baseia em pesquisas do Datafolha.
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