Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Primeira grande derrota legislativa de Sheinbaum no México

Reforma eleitoral que reduziria 25% do financiamento de partidos foi rejeitada na Câmara; 259 a favor, 234 contra, derrota para Claudia Sheinbaum

A presidenta do México, Claudia Sheinbaum, em 13 de outubro de 2025. Foto: Yuri Cortez/AFP
0:00
Carregando...
0:00
  • Deputados rejeitaram a reforma eleitoral de Claudia Sheinbaum, na última quarta-feira (11), marcando sua primeira grande derrota parlamentar desde o início do mandato, em outubro de 2024.
  • A proposta, apresentada há uma semana, visava reduzir o financiamento dos partidos em 25% e diminuir o tempo de propaganda eleitoral financiada com dinheiro público.
  • A reforma também pretendia eliminar as listas proporcionais usadas na escolha de deputados e senadores, facilitando mecanismos de nomeação direta.
  • A votação exigia maioria de dois terços para mudanças na Constituição; foram 259 votos a favor, 234 contra e uma abstenção, entre 494 presentes.
  • Críticos, incluindo analistas, oposicionistas e até aliados do Morena (Verde e Trabalho), argumentaram que a medida prejudicaria partidos menores e fortaleceria o Morena como “partido de Estado”.

A Câmara de Deputados do México rejeitou nesta quarta-feira, 11, a reforma eleitoral apresentada pela presidenta Claudia Sheinbaum, marcando sua primeira grande derrota política desde o início de seu mandato, em outubro de 2024. A proposta buscava alterar a Constituição para reduzir o financiamento dos partidos e o espaço de atuação de candidaturas nomeadas via listas proporcionais.

O texto também previa cortar 25% do financiamento público aos partidos e reduzir o tempo de propaganda eleitoral financiada com dinheiro público em rádio, TV e outros meios. Além disso, pretendia eliminar as listas proporcionais, hoje usadas para a nomeação de parte dos deputados e senadores.

A votação ocorreu na Câmara de Deputados, com 259 votos a favor, 234 contra e uma abstenção, entre 494 deputados presentes. Como o tema exige maioria qualificada de dois terços, a reforma não foi aprovada.

Contexto e desdobramentos

Antes da votação, analistas, oposição e até mesmo membros de partidos aliados ao Morena, como Verde e do Trabalho, criticaram a medida por considerarem que o corte poderia prejudicar partidos menores e fortalecer o que chamam de posição dominante de uma corrente dentro do governo, além de enfraquecer a autoridade eleitoral.

Críticos apontaram que a mudança poderia impactar a pluralidade no cenário político e a atuação de pequenas legendas nas disputas eleitorais. A oposição também reiterou que reformas de natureza constitucional demandam amplo consenso entre forças parlamentares.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais