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Toffoli aponta foro íntimo e se declara suspeito para julgar CPI do Master

Toffoli declara-se suspeito para julgar pedido de CPI do Master; novo sorteio define relator e a instalação da comissão permanece incerta

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli. Foto: Nelson Jr./STF
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  • O ministro Dias Toffoli declarou-se suspeito para julgar o pedido que busca mandar a Câmara instalar uma CPI para investigar fraudes ligadas ao Master no Banco de Brasília.
  • O requerimento, apresentado pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB), tramita no Supremo Tribunal Federal.
  • Um novo sorteio deverá definir o responsável pelo julgamento do mandado de segurança.
  • Toffoli já havia deixado a relatoria após a divulgação de ligação de uma empresa da família com negócio envolvendo o Master; o caso foi repassado a André Mendonça.
  • A instalação da CPI enfrenta resistência do presidente da Câmara, Hugo Motta, apesar de Rollemberg defender a validade da investigação pela gravidade dos fatos.

O ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli pediu suspeição para analisar o pedido de instalação de uma CPI na Câmara dos Deputados, que investigaria supostas fraudes envolvendo o Banco Master. A ação foi apresentada pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB), ex-governador do Distrito Federal.

Toffoli informou, em despacho assinado nesta quarta-feira, que não pode julgar o caso por motivos de foro íntimo e abriu a necessidade de um novo sorteio para definir o relator. O objetivo é definir quem ficará responsável pela análise do mandado de segurança.

A ação foi originalmente distribuída a Toffoli, que, após vir à tona participação falada de uma empresa ligada à família do ministro, deixou a relatoria do Caso Master. O caso foi então repassado a André Mendonça por meio de sorteio adicional.

Detalhes do pedido e andamento

Rollemberg pediu à Câmara que a instalação da CPI fosse autorizada para investigar as supostas fraudes na negociação de compra do Master pelo BRB, com apoio de outros 200 parlamentares, o que superaria o quórum mínimo.

O deputado ressaltou a gravidade dos fatos e declarou que a apuração tem relevância nacional, apontando possíveis vínculos entre Vorcaro e integrantes dos Três Poderes. A reportagem não traz opiniões; apenas descreve os fatos conforme o andamento processual.

Situação na Câmara e próximos passos

A instalação da CPI depende da manifestação da Mesa Diretora da Câmara, em especial da posição do presidente Hugo Motta (Republicanos-PB), que tem se mostrado resistente à criação da comissão. O pedido entra em pauta para nova avaliação institucional.

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