- Trump disse acreditar que Lula tinha sido convidado para o evento “Escudo das Américas” em Miami, mas o presidente brasileiro não foi incluído na lista de convidados.
- O encontro, organizado pelo Departamento de Estado, reuniu líderes de direita da região, como Javier Milei, José Antonio Kast e Nayib Bukele, com o objetivo de criar uma coalizão contra crime organizado e imigração irregular e para contrapor a China.
- Segundo apuração do UOL, Lula não foi cogitado na lista de convidados porque não é visto como parceiro confiável pelos diplomatas dos EUA.
- A designação de Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital como Organizações Terroristas Estrangeiras movimento que preocupa o Brasil, que contesta a classificação por considerar que não há fins ideológicos, políticos ou religiosos, apenas lucro.
- O chanceler brasileiro Mauro Vieira telefonou para o embaixador americano, Marco Rubio, para tentar barrar a designação e manter cooperação bilateral no combate ao crime organizado sem ampliar tensões diplomáticas.
Donald Trump afirmou que acreditava que o Brasil tinha sido convidado para o evento Escudo das Américas, ocorrido no fim de semana em Miami. A reunião reuniu lideranças de direita da região, com foco em cooperação regional. Lula não foi convidado, assim como Gustavo Petro e Claudia Sheinbaum, identificados como governos de esquerda.
Segundo apuração do UOL, a organização esteve sob responsabilidade do Departamento de Estado. Na lista de convidados, Lula ficou de fora por não ser considerado parceiro confiável pelos diplomatas. O encontro contou ainda com Milei, Kast e Bukele, entre outros.
A ideia central era fortalecer uma coalizão pró-Trump na América, para enfrentar crime organizado e imigração irregular, e sinalizar posição frente à China. O evento também serviria como palco de demonstração de força do republicano, que viajará à China no fim de março.
Brasil, EUA e o debate sobre as FTOs
Desdobramento recente aponta para a possibilidade de o governo norte-americano classificar o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital como Organizações Terroristas Estrangeiras. A decisão gerou oposição do Brasil, que vê risco à soberania nacional.
O governo brasileiro questiona a designação durante negociações bilaterais de cooperação contra o crime organizado, com foco em inteligência e recursos financeiros. Diplomatas brasileiros apontam que a classificação pode ter motivações políticas de curto prazo.
Mauro Vieira, chanceler brasileiro, ligou para Marco Rubio para defender a posição do Brasil. A interlocução visa evitar anunciar a designação num momento de aproximação bilateral, que envolve cooperação em segurança pública.
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