- Deputada Erika Hilton (PSOL-SP) pediu ao Ministério Público de São Paulo a abertura de investigação contra o apresentador Ratinho por transfobia.
- A representação se baseia em declarações do apresentador após Hilton ser eleita presidenta da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara.
- Ratinho afirmou no programa que “ela não é mulher, ela é trans” e que o cargo deveria ser ocupado por uma “mulher de verdade” que tenha útero e menstrue.
- Hilton argumenta que os comentários vão além da liberdade de expressão e configuram discriminação que nega sua condição feminina, ressaltando o alcance do discurso.
- O pedido aponta os crimes de transfobia, violência política de gênero e injúria transfóbica.
Erika Hilton (PSOL-SP) pediu ao Ministério Público de São Paulo a abertura de uma investigação contra o apresentador Ratinho, do SBT, por transfobia. A solicitação ocorreu após a deputada ser eleita presidenta da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara.
A representação alega que os comentários de Ratinho, feitos no programa, desrespeitam a condição de Erika Hilton e extrapolam a liberdade de expressão ao recorrer à discriminação de gênero. O órgão poderá apurar se houve infração criminal.
A deputada afirma que o discurso tem amplo alcance e exige apuração institucional. Ela encaminhou o pedido ao MP para que sejam avaliadas medidas cabíveis. A defesa sustenta que as falas configuram transfobia, violência política de gênero e injúria transfóbica.
Contexto
O caso envolve o embate sobre direitos de pessoas trans no espaço público e midiático. A decisão do MP poderá definir próximos passos legais e eventuais responsabilizações. A pauta reforça cobranças por respaldo institucional a autoridades públicas.
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