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Julgamento no TSE pode desmantelar acordo de Flávio Bolsonaro no Rio

Julgamento no TSE sobre Castro alimenta desconfiança com Flávio Bolsonaro e pressiona revisão do acordo político no Rio

Polícia Federal indicia Claudio Castro, governador do RJ, por corrupção e peculato — Foto: Reprodução/TV Globo
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  • O julgamento no Tribunal Superior Eleitoral pode inviabilizar o acordo político entre Flávio Bolsonaro e o governador Cláudio Castro, no Rio de Janeiro, diante de suspeitas de desunião do grupo do senador.
  • O ministro Antônio Carlos votou pela cassação de Castro, contrariando a expectativa de quem apoiava o relator, e Kassio Nunes Marques, ligado a Flávio, mantém relação com o caso.
  • Circula a ideia de que Castro pode ser desincompatibilizado antes da eleição ou ter o TCE-RJ como espaço para uma eventual vaga, abrindo espaço para outra ameaça ao Senado.
  • Há ainda a possibilidade de substituir o secretário da Polícia Civil, Felipe Curi, por meio de eventual cassação ou de mudança na estrutura da pasta de segurança.
  • O processo envolve contratação de servidorias temporários no CepERJ e na Uerj, sob alegação de uso para cabos eleitorais; a próxima sessão fica definida para 24 e 25 deste mês, com a possibilidade de vista adicional de Kassio ou de André Mendonça, para postergar a votação.

O julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que analisa a situação do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), gerou tensão no acordo político firmado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) para as eleições no estado. O caso também envolve Kassio Nunes Marques e a relação entre Bolsonaro e o grupo de Castro, deixando o cenário em aberto.

Castro aguardava voto favorável do ministro Antônio Carlos, mas o apoiou cassação foi registrado. Antônio Carlos é próximo de Kassio Nunes Marques, cuja relação institucional com Flávio Bolsonaro é um componente relevante para o desdobramento do processo.

A sessão teve fim com pedido de vista de Kassio Nunes Marques, o que adiou o julgamento. A presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, informou que o processo retorna à pauta nos dias 24 e 25 deste mês, ampliando a incerteza sobre o desfecho.

Risco ao acordo

Entre aliados de Castro, cresce a possibilidade de que o grupo de Flávio Bolsonaro tenha deixado de apoiar o governador, o que pode levar Castro a reavaliar o acordo para as próximas eleições. A tensão é intensificada pela expectativa de que Kassio mantenha o posicionamento atual.

Circulam rumores de que, caso Castro seja cassado, Felipe Curi, secretário da Polícia Civil, poderia ser indicado para substituir o governador. A ideia de Curi diverge de uma eventual desincompatibilização e poderia alterar a configuração da chapa no estado.

Desdobramentos no TSE

Alguns cenários discutidos em bastidores incluem a antecipação da desincompatibilização de Castro com possível indicação ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ). A medida permitiria manter um cargo público caso haja inelegibilidade e abriria espaço na chapa ao Senado.

Outra linha envolve a permanência de Castro no cargo, o que manteria Douglas Ruas, secretário das Cidades, fora de eventual mandato-tampão antes da eleição. interlocutores do governo avaliam que Ruas pode priorizar a campanha, impactando a gestão.

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