- O jornalista Luis Pablo Conceição negou, em entrevista ao SBT News, que esteja monitorando o ministro Flávio Dino, alvo de operação da Polícia Federal determinada por Alexandre de Moraes.
- A PF levou dois celulares, um computador e um HD externo na ação realizada na casa dele na última terça-feira.
- Conceição afirmou que está sendo imputado o crime de perseguição e classificou a ação como absurda.
- A ação foi motivada por reportagens desde novembro que sugeriam que Dino usaria um carro oficial destinado ao Tribunal de Justiça do Maranhão para proteção institucional.
- O STF informou que já existia procedimento sobre monitoramento ilegal dos deslocamentos do ministro e ressaltou que a investigação não envolve crimes contra a honra ou liberdade de expressão.
O jornalista Luis Pablo Conceição negou, em entrevista ao SBT News, que esteja monitorando o ministro do STF Flávio Dino. A PF cumpriu mandados na última terça-feira, em ação determinada por Alexandre de Moraes, em São Luís, Maranhão.
Conceição informou que teve dois celulares, um computador e um HD externo apreendidos. Ele classificou a operação como absurda e afirmou que agentes federais chegaram às 6h para cumprir os mandados pedidos por Moraes, levando seus instrumentos de trabalho.
Publicações do repórter motivaram a ação, pois desde novembro do ano passado ele publicou reportagens sobre o uso de um carro oficial no Maranhão que seria destinado ao Tribunal de Justiça, segundo ele. O objetivo dessas matérias seria expor questões de proteção institucional do Judiciário local.
Investigação e redistribuição
O caso foi aberto a pedido de Dino e inicialmente encaminhado a Cristiano Zanin, para apurar o crime de perseguição a ministro do STF. Em fevereiro, a redistribuição ocorreu e os autos foram sorteados para Moraes, por ser relator do inquérito sobre fake news.
O jornalista afirmou ainda não ter tido acesso integral aos autos. Em nota, ele reiterou compromisso com o jornalismo responsável, a apuração de fatos de interesse público e o respeito aos princípios constitucionais que asseguram a liberdade de imprensa.
Posicionamento do STF
O STF informou que identificou, em 2025, indícios de monitoramento ilegal dos deslocamentos do ministro em São Luís. Foram citadas publicações de placas de veículos, dados de quantidade de agentes e nomes de seguranças, entre outros detalhes, para justificar o procedimento investigativo.
O tribunal afirmou que a investigação não visa restringir a liberdade de expressão nem envolve crimes contra a honra. O objetivo é apurar os monitoramentos ilegais dos procedimentos de segurança do ministro.
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