- Aliados de Lula defendem que o presidente apresente uma proposta de reforma do Judiciário, citando o impacto do caso Master na imagem do Supremo.
- A avaliação é de que a indicação, o tempo de mandato e o impeachment de ministros serão temas explorados pela oposição nas eleições para Senado e Presidência.
- O Planalto reconhece resistência do STF ao tema, mas diz que, se houver cenário favorável, pode haver crescimento de reivindicações; Lula já sinalizou que o tema pode ser debatido.
- Entre as propostas está a criação de mandatos para ministros de cortes superiores, hoje com aposentadoria compulsória aos 75 anos.
- No caso Master, a Segunda Turma do STF avalia a prisão preventiva de Daniel Vorcaro; Toffoli está suspeito e não votará; a defesa trabalha com a hipótese de colaboração premiada caso a prisão não seja relaxada.
O STF volta ao centro do debate político no Brasil, após o caso Master trazer tensão para a corte. Aliados de Lula defendem que o presidente proponha uma reforma do Judiciário, citando impactos em campanhas eleitorais.
A ideia ganha força entre interlocutores do Planalto, que veem temas como indicação de ministros, duração de mandatos e possibilidades de impeachment como norte de oposição em 2026. Há quem sustente a necessidade de apresentar propostas para o Judiciário caso avance a disputa presidencial com eventual maioria no Senado em 2027.
Lula já sinalizou, em entrevista ao UOL, que não rejeita discutir o tema, mas condicionou o debate a princípios. A postura mantém a porta aberta para propostas, mesmo com resistência explícita do STF até o momento.
Entre os itens em pauta, está a criação de mandatos para integrantes de cortes superiores, já que hoje a aposentadoria compulsória ocorre aos 75 anos. O tema é visto como sensível e pode influenciar a percepção pública sobre o equilíbrio entre Legislativo, Judiciário e a presidência.
O caso Master ganhou relevância ao expor dois ministros da corte, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, indicando a gravidade das dificuldades enfrentadas pelo STF. A crise provocou dúvidas sobre o funcionamento da Justiça e sua relação com o poder político.
A defesa de um dos investigados, o banqueiro Daniel Vorcaro, aponta que a prisão preventiva será avaliada pela Segunda Turma a partir de hoje. A defesa sustenta que não houve fato novo que justifique reencarceramento imediato.
Toffoli declarou-se suspeito, o que o afasta da votação, limitando o número de votos necessários para decisões sobre a prisão preventiva. Birutações jurídicas esperam que a composição da Turma influencie eventuais medidas cautelares, como tornozeleira eletrônica.
A decisão sobre prisões terá papel central na viabilidade de avanços processuais, como acordo de colaboração premiada. A defesa de Vorcaro afirma que tema nunca foi debatido com o banqueiro nem com autoridades, dificultando o avanço de eventuais acordos.
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