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Bolsonaro está em pior quadro e deve permanecer no hospital, diz médico

Broncopneumonia bilateral, mais grave já registrada entre as internações de Bolsonaro, mantém o ex-presidente internado aos 70 anos sob antibióticos intravenosos

O ex-presidente Jair Bolsonaro em setembro em frente ao hospital após receber alta
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  • Bolsonaro está com pneumonia broncopneumônica bilateral, mais grave no pulmão esquerdo, conforme avaliação médica no hospital DF Star, em Brasília.
  • O início do mal-estar ocorreu por volta das 2h; a equipe do Samu atendeu a queda da saturação de oxigênio e suspeitou de quadro infeccioso.
  • A infecção foi causada por broncoaspiração, ou seja, conteúdo do estômago atingiu os pulmões durante um refluxo.
  • O quadro é considerado grave, especialmente pela idade do ex-presidente, que tem 70 anos, o que pode elevar o risco de evolução para septicemia.
  • Bolsonaro iniciou tratamento com antibióticos intravenosos e deverá permanecer internado nos próximos dias, com alta condicionada à resposta ao tratamento.

O ex-presidente Jair Bolsonaro permanece internado no hospital DF Star, em Brasília, com pneumonia de origem broncoaspiratória. O quadro foi registrado como o mais grave entre as internações recentes, segundo o médico de referência que acompanha o caso. A avaliação ocorreu após ele apresentar mal-estar ao redor das 2h.

A equipe do Samu, de plantão na Papudinha, atendeu Bolsonaro logo no início da manhã. Exames no hospital indicaram broncopneumonia bilateral, com maior comprometimento no pulmão esquerdo, identificado pela queda na saturação de oxigênio. A infecção teria surgido pela broncoaspiração, quando conteúdo do estômago entra nos pulmões.

O médico responsável, Brasil Caiado, explicou que o episódio foi agudo e que o líquido estomacal contaminado pode levar rapidamente à infecção pulmonar. O quadro atual é considerado o mais intenso entre as intercorrências do ex-presidente. A idade de 70 anos eleva o risco de evoluções graves, como septicemia, segundo o especialista.

Bolsonaro já tem histórico de problemas digestivos, incluindo esofagite, gastrite e refluxo gastroesofágico. O início do problema está ligado a complicações ocorridas após a facada de 2018, que resultou em várias cirurgias. O tratamento atual envolve antibióticos intravenosos administrados na unidade de internação.

A alta permanece condicionada à resposta ao tratamento e ao monitoramento contínuo da equipe médica. Não há previsão de alta neste momento, conforme explica o médico, que não informou uma data provável para o retorno.

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