- Eleições municipais de Paris ocorrem em 15 de março; a reeleição de Anne Hidalgo não será possível nesta disputa, após 12 anos à frente da cidade.
- A transição verde de Paris ganhou impulso com mais de mil milhas de ciclovias, zonas centrais com tráfego de carros reduzido e áreas para pedestres, além de praias temporárias ao longo do Sena.
- Cerca de 100 mil pessoas mergularam no Sena no último verão; foram plantadas cerca de 150 mil árvores e 370 ruas foram ou estão sendo verdeadas desde 2020.
- Entre 2014 e 2022, a pegada de carbono de Paris caiu 21% e a poluição diminuiu 40%, segundo a Airparif; críticos dizem que há desigualdades na aplicação das medidas.
- Os rivais de Hidalgo incluem Emmanuel Grégoire, que promete manter a transição verde, e a conservative Rachida Dati, que defende revisão de medidas; movimentos ecológicos são vistos como vencedores na cultura urbana.
Paris mantém foco ambiental mesmo com disputa eleitoral. A cidade segue a trajetória lançada por a mandato de Anne Hidalgo, que não disputará a reeleição neste ano. Em 12 anos de gestão, as políticas verdes deixaram marcas visíveis no cotidiano.
Entre as ações, o aumento de ciclovias superou 1.000 milhas e a expansão do aluguel público de bicicletas ganhou ritmo, contribuindo para um aumento de 240% no uso de bicicletas entre 2018 e 2023. Ao mesmo tempo, áreas centrais ganharam zonas de pedestres.
Além disso, o governo local reduziu o tráfego de carros em áreas centrais, com ruas transformadas em espaços para pedestres e ciclistas. As margens do Sena passaram a integrar atividades de lazer, incluindo banhos públicos em trechos limpos e 100 mil banhos no último verão.
Caminhos da transformação
Para enfrentar o calor extremo, a administração criou áreas verdes e praias temporárias ao longo do Sena, com novas árvores plantadas e ruas arborizadas. Segundo o assessor Christophe Najdovski, cerca de 150 mil árvores foram plantadas desde 2020 e 370 vias ganham cobertura vegetal.
O balanço de emissões aponta queda de 21% da pegada de carbono entre 2014 e 2022 e redução de 40% da poluição, segundo a Airparif. Medidas também passaram a incentivar a eficiência energética de edificações com apoio financeiro municipal.
Desafios e perspectivas eleitorais
Críticas destacam que a mudança de zonas pedonais reduziu vagas de estacionamento em cerca de 15 mil, queda de 11,5%. Advogado Basile Tissot acusa políticas de restrição de carros de piorarem a circulação em bairros específicos.
Defensores da transição verde negam o peso desigual das medidas, apontando melhoria no transporte público. A extensão da linha de metrô para ligas Saint Denis a Orly, horários ampliados nos fins de semana, mais linhas de ônibus e planos para quatro novas linhas entre 2026 e 2031 são citados como avanços.
Não há consenso sobre como equilibrar clima e justiça social. Especialistas ressaltam que ações climáticas demandam sacrifícios limitados a quem mais sofre com custos da transição, mantendo o foco no benefício amplo da cidade.
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