- A eleição municipal de Paris testa o legado verde de Anne Hidalgo, que não concorre este ano.
- Marion Soulet, líder do grupo Paris en Selle, destaca que foram criados cerca de mil quilômetros de ciclovias nos últimos dez anos, levando quase metade dos moradores a pedalar semanalmente.
- A transformação mira uma cidade de vinte e cinco minutos a pé ou de bicicleta, com árvores e menos carros; o tráfego de veículos caiu mais de sessenta por cento desde dois mil e dois.
- Nas pesquisas, o candidato socialista Emmanuel Grégoire aparece com cerca de trinta e três por cento, a conservadora Rachida Dati com cerca de trinta por cento, e a postulante de extrema direita Sarah Knafo acima de dez por cento, o que pode influenciar o segundo turno.
- Críticas recorrentes mencionam o peso da dívida municipal, cerca de dez bilhões de euros, além de questões de limpeza urbana e de desigualdades entre centro e bairros pobres.
Paris enfrenta prova política sobre transformação verde em meio à corrida pela prefeitura. Marion Soulet, líder do grupo Paris en Selle, percorreu a Rue de Rivoli, hoje pista de ciclovia, símbolo das mudanças urbanas da cidade. A caminhada ocorre em meio à campanha para a eleição municipal deste domingo.
A gestão de Anne Hidalgo ampliou ciclovias para cerca de 1.000 km nos últimos 10 anos, segundo Soulet. Segundo ela, quase metade dos parisienses pedala ao menos uma vez por semana. Hidalgo não concorre à reeleição, abrindo espaço para a disputa entre rivais de esquerda e direita.
Entre os candidatos com potencial de vencer estão Emmanuel Grégoire, que defende ampliar a agenda verde, e a conservadora Rachida Dati, defensora de reposicionamentos urbanos mais tradicionais. Pesquisas apontam Grégoire com cerca de 33% e Dati com 30%.
A ascensão de Marion Maréchal-Knafo, com base de apoio de cerca de 10% nas pesquisas, pode complicar o cenário para Dati caso avance ao segundo turno, marcado para 22 de março. Knafo aparece como candidata com propostas ligadas a mudanças de mobilidade.
A transformação ambiental de Paris é reconhecida por críticos e apoiadores. A Prefeitura reduziu o tráfego de carros e abriu espaço para áreas pedonais junto ao Rio Sena, além de plantar árvores e reduzir vagas de estacionameno. Dados oficiais indicam queda de mais de 60% no trânsito de veículos desde 2002 e incremento relevante no uso de bicicletas.
Especialistas destacam que a gestão Hidalgo atraiu elogios pela melhoria da qualidade do ar, mas enfrentou críticas por dívida municipal, estimada em cerca de 10 bilhões de euros, e por pressões relacionadas às obras públicas. Grégoire e Dati avaliam a viabilidade de manter o ritmo de implementação.
Em meio ao debate, Dati tem adaptado o tom, ressaltando problemas de sujeira e conservação das vias. Knafo, por sua vez, Tudor propôs leitura de IA para reintroduzir carros às margens do Sena, elevando o tom de polêmica no pleito. Soulet acredita que o eleitorado busca continuidade de políticas verdes com eficiência de implementação.
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