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Defesa de jornalista alvo de Moraes critica investigação para identificar fontes

Defesa do jornalista chama operação de Moraes de escândalo para identificar fontes, enquanto STF afirma monitoramento ilegal da segurança do ministro

Jornalista Luís Pablo Conceição, do MA, foi alvo de mandados de busca e apreensão após denúncia contra Flávio Dino. (Foto: André Borges/EFE)
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  • Defensor do jornalista maranhense Luís Pablo Conceição Almeida classifica a operação autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes como “escândalo” e afirma que o objetivo é identificar fontes jornalísticas.
  • Almeida teve computadores e celulares apreendidos após publicar reportagens sobre supostos usos inadequados de veículo do Tribunal de Justiça do Maranhão pago com recursos do FUNSEG-JE.
  • A defesa questiona a acusação de stalking e aponta que o enquadramento não se sustenta, afirmando que o processo tramita sob sigilo.
  • O STF afirmou que a investigação partiu de alertas de 2025 sobre monitoramento ilegal de deslocamentos do ministro Flávio Dino e que houve divulgação de placas, nomes de agentes e detalhes de segurança.
  • A Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal foram acionadas para apurar supostos monitoramentos ilegais relacionados à segurança do ministro.

A defesa do jornalista Luís Pablo Conceição Almeida, alvo de mandados de busca e apreensão autorizados pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, rebateu a operação como um escândalo. O objetivo, segundo o advogado Marcos Lobo, seria identificar as fontes das reportagens sobre o governador Flávio Dino. Almeida revelou ter divulgado informações sobre o uso de veículo do TJMA financiado pelo FUNSEG-JE.

A apuração foi desencadeada após Almeida publicar material no blog com dados sobre o veículo e supostos usos pessoais. A defesa contesta a caracterização do crime de perseguição e afirma que os dados foram checados com as fontes antes da publicação. O jornalista se autodefine como o blog mais polêmico do Maranhão.

O STF informou que a investigação nasceu a partir de alertas da segurança institucional do ministro Flávio Dino, em 2025, sobre monitoramento de deslocamentos. Publicações teriam divulgado placas de veículos, nomes de agentes e detalhes do esquema de segurança. A PF e a PGR conduzem o procedimento.

Contexto da operação

Marcos Lobo afirma que o enquadramento jurídico de stalking não se sustenta. O advogado também critica o sigilo do processo, alegando que o jornalista soube da investigação apenas quando a PF chegou à casa dele. A defesa questiona ainda a decisão de levar o caso diretamente ao STF, sem foro privilegiado.

Ponto de vista do STF e apuração

O STF informou que a investigação visa esclarecer supostos monitoramentos ilegais dos procedimentos de segurança do ministro. Segundo a Corte, as informações recebidas pela imprensa mostraram dados sensíveis ligados à proteção do magistrado. A apuração está sob sigilo até nova determinação.

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