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Lula busca incluir ministras em chapa com Haddad após ausência de quadros em SP

Lula pode ‘importar’ duas ministras para o palanque de Haddad em São Paulo, buscando ampliar apoio de centro e atrair eleitores que não veem o PT com bons olhos

Fernando Haddad ao lado de Simone Tebet, Alckmin e Lula em visita à fábrica de medicamentos da Bionovis
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  • Lula planeja montar o palanque em São Paulo com duas ministras de outros estados: Simone Tebet (Planejamento, MDB) e Marina Silva (Meio Ambiente, Rede), candidatas ao Senado.
  • Tebet e Marina devem deixar seus cargos e, possivelmente, seus partidos no fim do mês para tentar uma das duas vagas em São Paulo.
  • A ideia é ampliar o apelo de centro, com Tebet tendo perfil técnico e Marina, histórico político no Acre, mirando eleitorado moderado.
  • Os rumores envolvem mudanças partidárias: MDB paulista pode migrar para o PSB; Marina também é alvo de sondagens por outros partidos de centro-esquerda, além do PT.
  • Pesquisas Datafolha indicam Haddad com cerca de trinta por cento e Alckmin com trinta e um por cento; Tebet aparece em segundo lugar, em torno de vinte e cinco por cento.

Sem quadros em São Paulo, Lula avalia montar a chapa de Haddad com nomes de outros estados. Duas ministra de ministérios relevantes são cotadas para concorrer ao Senado em São Paulo, ampliando o palanque do ex-prefeito no estado.

A tônica é trazer apoio de centro para alcançar eleitores que não se reconhecem no PT. Simone Tebet (MDB), atual Planejamento, e Marina Silva (Rede), atual Meio Ambiente, podem deixar os cargos e os partidos para tentar uma cadeira no Senado, abrindo espaço para outras legendas.

Quem são as ministras cotadas

Simone Tebet, senadora por Mato Grosso do Sul, tem perfil técnico e articulação com agro e indústria. Marina Silva, ex-candidata presidencial e figura de Centro-esquerda, construiu trajetória de destaque no Acre. Ambas estariam mirando uma vaga em São Paulo.

Contexto político em São Paulo

O MDB paulista hoje sustenta oposição a Lula e é base de apoio de Tarcísio de Freitas (Republicanos). A Rede já enfrenta desgaste interno com Marina, que pode migrar para outra sigla. A tentativa de atrair as duas ministra visa ampliar o apelo do candidato Haddad no maior colégio eleitoral do país.

Cenários e desdobramentos

A estratégia levanta a hipótese de filiações a PSB ou outras siglas de centro-esquerda. Na prática, o Planalto avalia que Tebet e Marina têm potencial de atrair eleitores que não votaram no PT, além de dialogar com o eleitorado feminino.

Pesos e probabilidades

Pesquisa Datafolha recente mostra Haddad em torno de 30% de intenção de voto ao Senado em cenários com Alckmin ou Haddad. Tebet aparece em segundo lugar, com cerca de 25%. Marina varia entre o terceiro lugar conforme o candidato à eleição majoritária.

Correntes internas e alianças possíveis

Márcio França, ex-ministro e hoje no governo, trabalha pela candidatura ao governo paulista. O ex-vice de Lula, Geraldo Alckmin, não aceitou dobradinha com Haddad; pretende manter o cargo ou deixar a política. O eventual apoio de Tebet e Marina dependerá de negociações entre siglas.

Cenário eleitoral em evolução

Apesar das sondagens, governistas admitem que ao menos uma vaga tende a ficar com a oposição. Tebet e Marina seguem ligadas a Lula de formas distintas, o que pode influenciar a leitura de votos de centristas e eleitores conservadores.

Referências locais e panorama final

No caminho de ampliar o palanque, a atuação de Derrite (PP) aparece como nome de base da máquina paulista para 2026. A composição da chapa ainda depende de negociações entre partidos, alianças regionais e decisões das próprias ministras.

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