- STF formou maioria pela prisão de Daniel Vorcaro e manteve a decisão que autorizou a 3ª fase da Operação Compliance Zero; Vorcaro permanece preso na Penitenciária Federal de Brasília desde o dia 4 de março e passa por adaptação de 20 dias.
- Vorcaro passa a ser defendido pelo advogado José Luis Oliveira Lima, o Juca; o advogado Pierpaolo Bottini deixa o caso; a defesa negou negociações de delação premiada.
- Apesar da defesa negar, no meio jurídico a possibilidade de delação premiada é reconhecida como opção de defesa em casos semelhantes.
- Na votação, o ministro André Mendonça abriu o placar, seguido por Luiz Fux e Nunes Marques; ainda falta o voto de Gilmar Mendes.
- O ministro Dias Toffoli, integrante da Segunda Turma, declarou-se suspeito de participar de julgamentos do caso Master desde a 3ª fase; Toffoli era o relator original e deixou a relatoria após relatório da PF sobre ligações com Vorcaro.
Daniel Vorcaro mudou de advogado e pode abrir caminho para delação premiada, conforme movimento discutido nos bastidores após o STF manter a prisão do banqueiro na 3ª fase da Operação Compliance Zero. A defesa passa a ficar a cargo de José Luis Oliveira Lima, o Juca, que já defendeu a delação como instrumento de defesa em entrevistas anteriores.
A mudança ocorre depois que o STF formou maioria pela prisão de Vorcaro. O novo defensor substitui Pierpaolo Bottini, que era contrário à delação premiada. A substituição foi confirmada pela defesa após a visita do cliente na prisão.
Na quinta-feira (12), a defesa negou qualquer negociação com a PGR sobre delação premiada, segundo o blog da jornalista Julia Duailibu. O comunicado ressalta que tais informações são falsas e visam prejudicar a defesa.
Avanços no caso e votações do STF
O STF manteve, nesta sexta, a decisão que autorizou a prisão e a continuidade da 3ª fase da operação. O relator, ministro André Mendonça, foi acompanhado por Luiz Fux e Nunes Marques; falta o voto de Gilmar Mendes para o parecer final.
O voto de Mendonça destacou a acusação de envolvimento do banqueiro em uma organização criminosa. Também foram mantidas as prisões de Fabiano Campos Zettel, cunhado de Vorcaro, e de Luiz Phillipi Mourão, conhecido como Sicário, além de Marilson Roseno da Silva.
O ministro Dias Toffoli, integrante da Segunda Turma, se declarou suspeito de participar de julgamentos do caso Master a partir da 3ª fase da Compliance Zero. Toffoli foi relator original das investigações relacionadas ao banco Master.
Situação de Vorcaro
Vorcaro está preso preventivamente desde 4 de março. Ele foi transferido para a Penitenciária Federal de Brasília, onde segue um período de adaptação de 20 dias. A defesa considera que o novo patrono pode influenciar as negociações no processo.
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